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Brasília - O Relatório
Global A liberdade de Associação e a Liberdade Sindical na Prática: Lições Aprendidas,
divulgado hoje (26) pela Organização Internacional do
Trabalho, revela que até 2007, de um total de 182 estados
membros da OIT, 148 haviam ratificado a Convenção nº
87 e 158 haviam ratificado a Convenção nº 98,
relativas à liberdade sindical e à negociação
coletiva.
No documento, a
adoção universal e efetiva da legislação
é condicionada a uma maior “vontade política”
dos governantes. Cerca de metade da população ativa
total dos estados-membros da OIT vive em cinco países que ainda não ratificaram a Convenção
nº 87, entre eles o Brasil. Os outros quatro são China, Índia,
República Islâmica do Irã e Estados Unidos.
A
norma garante a todos os trabalhadores e empregadores o direito de
constituir livremente, sem ingerência ou intromissão do
Estado, as organizações que julgarem convenientes e de
se afiliar a elas.
“Nos últimos
quatro anos, esses países não tomaram quaisquer medidas
significativas no sentido da ratificação,” critica a
OIT no relatório. “O Estado deve ter a capacidade administrativa e técnica
necessária para garantir a aplicação desses
princípios. Uma administração do trabalho forte
e eficaz é importante para promover a negociação
coletiva”, acrescenta.
A OIT ressalta
também o papel dos governos para que a liberdade sindical e a
negociação coletiva se tornem realidade na economia
informal: “Em alguns países, a grande maioria dos
trabalhadores concentra-se na economia informal. Em geral, a taxa de
sindicalização é baixa e a negociação
coletiva é rara. É um fato que as normas do trabalho
não são aplicadas na economia informal, o que está
na origem de muitos casos de baixos salários, durações
excessivas do trabalho, condições de trabalho perigosas
e de exploração dos trabalhadores.”
O
Brasil também é citado no relatório por uma
parceria entre o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Centro
Internacional de Formação da OIT, em Turim (Itália), que
resultou, desde 2004, no reforço de capacitação
de juízes e juristas.
“Quase todos os membros do tribunal
brasileiro beneficiaram de formação sobre os princípios
e normas em matéria de liberdade sindical, ministrada em Turim
ou em Genebra. Aumentar o conhecimento dos agentes judiciários
sobre os princípios e direitos fundamentais levará a
que sejam melhor aplicados nas suas decisões”,
destaca o documento.
O
relatório será
lançado oficialmente no Brasil em cerimônia na tarde de
hoje, a partir das 15h, no Tribunal Superior do Trabalho.
Estarão presentes a diretora da OIT no Brasil, Laís
Abramo, e o especialista em normas internacionais do trabalho,
Christian Ramos Veloz. A divulgação marca marca
o 60º aniversário de adoção da Convenção
nº 87 da OIT sobre a liberdade sindical e a proteção
do direito sindical
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