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Brasília - O coordenador da Área Técnica de Saúde do Homem do
Ministério da Saúde, Ricardo Cavalcanti, informou que será lançada no dia 11 de agosto uma campanha nacional para conscientizar os homens sobre a importância de freqüentar os consultórios médicos. Ele ressaltou a
importância da participação da mídia nesse trabalho, mas principalmente das
mulheres, que têm “papel fundamental de convencimento”.
Pesquisa feita com as sociedades médicas brasileiras mostrou que os homens não costumam freqüentar
os consultórios e que para isso eles enfrentam três barreiras - culturais, institucionais (empresas) e médicas. Foram ouvidos cerca de 250 especialistas de todas as
regiões do país, explicou Cavalcanti.
De acordo com ele, para
que haja uma mudança de comportamento masculino é necessário trabalhar o
aspecto cultural e é fundamental que a sociedade reformule o conceito
de masculinidade.
Outra ajuda importante destacada pelo coordenador é a participação das empresas, com a criação de programas que estimulem
os funcionários a ir ao médico. “Em geral, eles não querem deixar o horário de
expediente para ir ao consultório, acham perda de tempo. O homem considera que o
serviço médico é para pessoas frágeis e acaba inventando várias desculpas para
não ir. Eles se acham imunes às doenças”, explicou.
Segundo o coordenador, o
levantamento mostrou que os homens não são ouvidos nos consultórios, por isso
freqüentam pouco o local. Identificou também a falta de estratégia
para sensibilizá-los e atraí-los aos consultórios, mostrando que muitas vezes eles
se sentem intimidados com a presença do médico. O levantamento identificou ainda que entre as
doenças que mais matam o homem até os 40 anos estão as causas externas
(violência e agressões). Depois dos 40 anos estão, em primeiro lugar, as doenças
do coração e, em segundo, as neoplasias, principalmente do aparelho respiratório
e da próstata.
Uma das soluções apontadas para facilitar o atendimento ao
público masculino é a criação de centros de check up exclusivos.
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