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Brasília - O ministro da Previdência Social,
José Pimentel, disse hoje que espera a aprovação, no próximo dia 9, na Câmara dos Deputados, do
Projeto de Lei que prevê a inclusão previdenciária para os microempreendedores
individuais, com faturamento de até R$ 36 mil por ano. Se enquadram nessa categoria feirantes, camelôs, sacoleiros,
pipoqueiros, borracheiros e manicures, atualmente na informalidade.
Ele destacou a importância do projeto durante a reunião ordinária do
Conselho Nacional de Previndência Social. "Tive ontem uma conversa com
líderes da base do governo e também com a oposição. Hoje, falei com a frente
parlamentar da pequena e micro empresa e fizemos um acordo de procedimento",
informou.
Se o Projeto passar no Congresso,
os microempreendedores terão direito de ser incluídos no Simples Nacional, se contribuírem com R$ 50 em substituição a sete tributos que passam a ter
alíquota zero. Ou seja, saem da informalidade e não precisarão pagar o
Imposto de Renda Pessoa Jurídica, o PIS/Pasep, a Cofins, a CSLL, o INSS
patronal, ICMS que é estadual e o ISS, que é municipal.
Para recolher os R$ 50, está em
negociação um acordo com as empresas de energia elétrica que descontarão o
valor direto na conta da luz. "Os
recursos virão para colaborar com o Contrato Social Previdenciário, que o
pacto entre toda a sociedade para que os mais velhos possam ter uma vida
digna", disse. O ministro também enfatizou que a
preocupação não é com a arrecadação em si, mas com a formalização desses
empresários. De acordo com ele, o
microempreendedor ao ser incluído no sistema passa a ter direito de emitir e
de receber notas fiscais, o que torna legal suas transações.
"Vamos resolver esse processo
degradante que hoje assistimos com o rapa [fiscal] e com a polícia, perseguindo aqueles
trabalhadores principalmente nos grandes centros, e também combater a
pirataria", afirmou.
Números divulgados pelo ministro
mostram que atualmente existem 36 milhões de pessoas entre 16 e 60 anos fora do
sistema previdenciário. No caso dos microempreendedores, o número estimado
chega a 4 milhões de pessoas.
Além de legalizar a empresa, esse
tipo de empresário ao recolher 11% sobre o valor do salário-mínimo passa a ter
o direito dos contribuintes individuais como aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez,
auxílio-doença, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão, menos
a aposentadoria por tempo de contribuição.
Essa foi a primeira vez que José Pimentel participou da reunião como ministro. Ele assumiu a pasta no dia 11 deste mês, em substituição a Luiz Marinho, que se
deixou o cargo para concorrer à eleição deste ano.
Além da inclusão de mais brasileiros na Previdência, o
ministro defendeu a inclusão de um dispositivo na Reforma Tributária que
garanta a desoneração da folha de pagamento.
"É muito importante a redução do custo Brasil. Mas entrando
em vigor as novas regras, o INSS Patronal, que hoje é de 20% sobre a folha,
ter uma diminuição em até 14%. Essa diferença no molde em que está posto,
onera a Previdência Social", disse.
A proposta do ministro é que na proporção em que for sendo
reduzido o repasse para a Previdência, o Orçamento da União faça o repasse
correspondente, para que a Previdência não tenha o déficit elevado.
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