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Brasília - O Brasil e a Venezuela
pretendem promover a interconexão elétrica entre os
dois países, de forma que um país possa suprir a necessidade do outro dependendo da época do ano. Um acordo nesse sentido deve ser assinado na próxima
sexta-feira (27), durante reunião entre os presidentes Luiz
Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, em Caracas.
Segundo o porta-voz da
Presidência da República, Marcelo Baumbach, a expectativa é
de que a interconexão também estimule o desenvolvimento
da fronteira, especialmente entre os estados de Roraima, no Brasil, e
Bolívar, na Venezuela.
Os presidentes Lula e
Chávez e ministros dos dois países se reúnem a
cada três meses para tratar de temas bilaterais e regionais. O
último encontro foi em março, em Recife. Agora em
Caracas a área energética será um dos principais
assuntos em discussão.
Os presidentes também
avaliarão o andamento das negociações para
aquisição de gás natural da petrolífera
estatal venezuelana PDVSA pela Petrobras e tentarão, mais uma
vez, impulsionar a sociedade entre as duas empresas na Refinaria
Abreu e Lima no Complexo Portuário de Suape, em Pernambuco.
"O Brasil está
interessado na possibilidade de comercialização de gás
natural venezuelano em território nacional, sobretudo nas
regiões Norte e Nordeste”, afirmou Marcelo Baumbach.
Outros temas em pauta
serão a evolução da cooperação
industrial e agropecuária. A Associação
Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Ministério
de Indústrias Leves e Comércio da Venezuela assinarão
novo termo estabelecendo as próximas ações de
cooperação.
“Com referência
à cooperação agrícola, os mandatários
analisarão as ações da Embrapa [Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária] na Venezuela, que
colocam o Brasil como principal parceiro na retomada da produção
de alimentos naquele país”, disse Baumbach.
Para dar segmento a um
acordo firmado em março, os dois presidentes tratarão
da criação de uma zona de integração e
desenvolvimento fronteiriço, com o objetivo de facilitar o
trânsito de pessoas e mercadorias. que contará com uma
área de controle integrado com racionalização
dos serviços aduaneiros, sanitários e migratórios.
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