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Brasília - O ministro do Desenvolvimento Social
e Combate à Fome, Patrus Ananias, confirmou na manhã de
hoje (25) o aumento de 8% no valor do benefício do Bolsa
Família.
A partir de julho, os 11 milhões de famílias atendidas pelo programa vão receber entre R$
20 e R$ 182, contra os R$ 18 e R$ 172 estabelecidos, até então, como valores mínimos e máximos.
Segundo Patrus, o reajuste corresponde ao aumento de preço dos alimentos que ocorreu nos últimos meses e foi feito com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O reajuste será concedido por meio de decreto
presidencial e não precisa ser encaminhado ao Congresso.
Segundo Patrus, com o reajuste, os investimentos do Bolsa Família passam de R$ 10,5 bilhões a R$ 10,9 bilhões ao ano, o que representaria um acréscimo de R$ 400 milhões.
"O aumento responde a uma situação concreta. Houve aumento no preço dos alimentos, as famílias pobres têm o direito sagrado das três refeições diárias, aquilo que a linguagem cristã chama de pão nosso de cada dia. Com o reajuste, estamos assegurando as famílias pobres o direito à alimentação", afirmou.
O ministro respondeu ainda às críticas de partidos da oposição de que o reajuste seria eleitoreiro. "Os questionamentos e as críticas fazem parte do processo democrático. Mas estamos convencidos, dentro do nosso governo, sob a liderança do presidente que tomou essa decisão oportuna, sensata, justa, sábia, inclusive do ponto de vista de atenuar entre os pobres o impacto do preço dos alimentos", disse. O ministro falou sobre o aumento
durante visita a algumas lideranças da Câmara dos
Deputados.
A matéria foi ampliada para acréscimo de informações.
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