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Rio de Janeiro - A reforma de 32 casas do Morro da Providência, que tiveram as
obras suspensas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), pode recomeçar ainda
esta semana. A previsão é do secretário de Assistência Social do município,
Marcelo Garcia. Ele se reuniu hoje (25) com representantes dos moradores e
disse que as obras devem ficar em R$ 120 mil, financiadas por
empresas privadas.
“A solução apresentada foi a constituição de um fundo
solidário de empresas privadas, que vão fazer uma doação para a associação dos
moradores, sem que haja nenhum recurso público, e a conclusão das casas não
terá nenhuma participação dos governos”, disse o secretário.
Segundo Garcia, várias empresas foram contatadas e seis já
se dispuseram a ajudar, desde que o nome delas não seja divulgado, pois não
querem se envolver politicamente na questão, o que garantiu uma arrecadação
preliminar de R$ 75 mil.
Por causa da interrupção na reforma, muitas famílias ficaram
praticamente desabrigadas, sujeitas ao frio e à chuva, pois os telhados
originais foram removidos para a instalação de outros, montados com telhas de
barro. A única proteção é uma lona de plástico, incapaz de resistir a ventos e
chuvas fortes
A possibilidade de recomeço das obras agradou a presidente
da Associação dos Moradores, Vera Melo, que, no entanto, demonstrou desconfiança
quanto às promessas e disse que vai esperar ver o dinheiro depositado na conta da
entidade primeiro. “Eu só posso dizer que está tudo resolvido, depois que o
dinheiro estiver na conta da associação. Eu gosto de ver para crer”, disse Vera.
O projeto, batizado de Cimento Social, prevê a reforma de um
total de 780 casas no Morro da Providência. Além de melhorar as residências,
com a colocação de telhado e reboco nas paredes, as obras representam uma
oportunidade para dezenas de moradores que estavam desempregados, alguns há
vários meses. A associação de moradores chegou a enviar um pedido ao TRE
para que as obras embargadas sejam liberadas. A assessoria do tribunal informou
que o juiz eleitoral Fábio Uchôa, que considerou o projeto como eleitoral, deve
decidir amanhã (26) sobre a questão.
Mas segundo o secretário municipal Marcelo Garcia, o
reinício das obras proposto hoje aos moradores não depende de autorização do
TRE, pois o dinheiro empregado na reforma das casas viria de empresas privadas
e não do governo.
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