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25 de Junho de 2008 - 20h32 - Última modificação em 25 de Junho de 2008 - 20h32


Secretário municipal diz que obras na Providência podem recomeçar esta semana

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A reforma de 32 casas do Morro da Providência, que tiveram as obras suspensas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), pode recomeçar ainda esta semana. A previsão é do secretário de Assistência Social do município, Marcelo Garcia. Ele se reuniu hoje (25) com representantes dos moradores e disse que as obras devem ficar em R$ 120 mil, financiadas por empresas privadas.

“A solução apresentada foi a constituição de um fundo solidário de empresas privadas, que vão fazer uma doação para a associação dos moradores, sem que haja nenhum recurso público, e a conclusão das casas não terá nenhuma participação dos governos”, disse o secretário.

Segundo Garcia, várias empresas foram contatadas e seis já se dispuseram a ajudar, desde que o nome delas não seja divulgado, pois não querem se envolver politicamente na questão, o que garantiu uma arrecadação preliminar de R$ 75 mil.

Por causa da interrupção na reforma, muitas famílias ficaram praticamente desabrigadas, sujeitas ao frio e à chuva, pois os telhados originais foram removidos para a instalação de outros, montados com telhas de barro. A única proteção é uma lona de plástico, incapaz de resistir a ventos e chuvas fortes

A possibilidade de recomeço das obras agradou a presidente da Associação dos Moradores, Vera Melo, que, no entanto, demonstrou desconfiança quanto às promessas e disse que vai esperar ver o dinheiro depositado na conta da entidade primeiro. “Eu só posso dizer que está tudo resolvido, depois que o dinheiro estiver na conta da associação. Eu gosto de ver para crer”, disse Vera.

O projeto, batizado de Cimento Social, prevê a reforma de um total de 780 casas no Morro da Providência. Além de melhorar as residências, com a colocação de telhado e reboco nas paredes, as obras representam uma oportunidade para dezenas de moradores que estavam desempregados, alguns há vários meses.

A associação de moradores chegou a enviar um pedido ao TRE para que as obras embargadas sejam liberadas. A assessoria do tribunal informou que o juiz eleitoral Fábio Uchôa, que considerou o projeto como eleitoral, deve decidir amanhã (26) sobre a questão.

Mas segundo o secretário municipal Marcelo Garcia, o reinício das obras proposto hoje aos moradores não depende de autorização do TRE, pois o dinheiro empregado na reforma das casas viria de empresas privadas e não do governo.

 


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