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Rio de Janeiro - O
Ministério Público Federal (MPF) propôs hoje (25) uma nova
ação civil pública, por improbidade administrativa, contra o prefeito de
Campos de Goytacazes, Alexandre Mocaiber, o secretário de Saúde, Rodrigo
Sérgio de Moraes, e a coordenadora do programa Saúde da Família, Maria
das Graças Coelho.
Eles estão sendo acusados de cometer
oito ilegalidades,entre elas o descumprimento de uma ordem judicial de
2006, que declarava inconstitucional a lei municipal para regularizar a
situação de funcionários admitidos sem concurso. Outra irregularidade
seria a concretização de um convênio com a Fundação Benedito Pereira
Nunes, sem licitação, e a realização de um processo seletivo simplificado
direcionado a pessoas que já trabalhavam em programas municipais.
Na
ação que está sendo movida pelo MPF, os procuradores Eduardo Santos de
Oliveira e Marta Cristina Pires Anciães estão solicitando o afastamento
dos acusados de seus cargos, a proibição da contratação dos profissionais de
programas de saúde e a apresentação, pelo Banco do Brasil, do extrato
detalhado da conta em que foram depositados os recursos do
programa Saúde da Família.
Segundo o advogado do
prefeito, Antônio Maurício Costa, Mocaiber terá um prazo de 15 dias para
apresentar a defesa preliminar contra estas acusações que, segundo ele,
provocam uma instabilidade desnecessária ao município. “Tão
logo o prefeito seja notificado, vai se manifestar, como tem
se manifestado, sobre todos os procedimentos normais. Entendo que este
tipo de procedimento traz conturbações e instabilidades desnecessárias para o município”, disse.
O Ministério Público Federal
informou que, desde 2004, promove investigações sobre problemas na
contratação de funcionários pelo município e que, embora as
irregularidades tenham sido iniciadas em gestões anteriores, Mocaiber teria
dado continuidade a elas.
Em março deste
ano o prefeito de Campos foi afastado do cargo por 43 dias, durante
investigações do MPF na operação Telhado de Vidro, que estava apurando um
esquema de desvio de verbas do Ministério da Saúde repassadas ao
município.
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