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Brasília - O Ministério
Público Federal em Rondônia abriu um inquérito
civil para fiscalizar e investigar mudanças no projeto de
instalação da Usina Hidrelétrica de Jirau, no
Rio Madeira.
O consórcio
Energia Sustentável do Brasil, vencedor do leilão para
construção da usina, anunciou depois do resultado a
intenção de construir o complexo energético na
localidade conhecida como Cachoeira do Inferno, e não mais em
Jirau, como previa a licença ambiental concedida pelo
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama).
Na portaria que
instaurou o inquérito, o MPF sustenta que “a alteração
de nove quilômetros no projeto inicial, que pode gerar
conseqüências danosas ao meio ambiente, não está
prevista na resolução do Conselho Nacional do Meio
Ambiente (Conama), que regulamenta o licenciamento ambiental.”
O MPF diz ainda que as
alterações na área de impactos do empreendimento
não foram discutidas nas audiências públicas
realizadas.
Procurado pela
reportagem, o procurador Heitor Alves Soares, responsável pelo
inquérito, disse por meio da assessoria de imprensa que
preferia não se pronunciar na atual fase de instrução
e aguardar as informações já solicitadas à
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
No último dia
13, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, informou que o Ibama
deve analisar em até 60 dias o pedido de mudança de
localização da construção da usina em
Rondônia, encaminhado pelo consórcio.
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