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Rio de Janeiro - O crescimento do índice que mede o nível de investimento no país - a Formação Bruta de Capital Fixo - acima crescimento do Produto Interno
Bruto (PIB) pode ampliar a capacidade produtiva do país e atacar a inflação. A avaliação é do coordenador do grupo de Análise e Previsões do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),
Miguel Bruno.
"Não se trata de aplicações financeiras. Temos a locação do capital em máquinas, equipamentos e infra-estrutura, uma dinâmica capaz de ampliar a
capacidade produtiva instalada e responder às pressões da demanda, atacando a inflação pelo lado pela oferta", disse.
Bruno analisou hoje a Carta de Conjuntura divulgada pelo Ipea nesta manhã. O
documento destaca que os investimentos diretos mantêm o país em um nível de
crescimento econômico de qualidade. "Há muito tempo não tínhamos essa
configuração favorável", acrescentou.
Embora a Formação Bruta de Capital Fixo tenha desacelerado na comparação com o ano
anterior (15,2%), a taxa representa o 12º resultado trimestral consecutivo acima do PIB, a soma das riquezas produzidas no país.
Com isso, apesar dos dois últimos reajustes da taxa básica de juros, a Selic, o documento avalia que
"as perspectivas de evolução do investimento no decorrer do ano continuam
positivas" e destaca o aumento da produtividade como fator relevante para o crescimento.
"Nos últimos 12 meses, houve aumento de 1% no Nível de Utilização da
Capacidade Instalada (NUci) e aumento expressivo de 3,17% da produtividade."
Nos primeiros três meses de 2008, a indústria teve o melhor desempenho entre os setores produtivos, em relação ao mesmo período do ano passado. Os destaques foram a indústria de transformação (7,3%) e a construção
civil (8,8%).
"A melhora continuada das condições de emprego e renda, junto com a expansão
do crédito imobiliário, têm propiciado o crescimento da construção civil,
assim como o início do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e
projetos ligados à infra-estrutura", diz a carta.
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