



|
São Paulo - Os resultados do Indicador de Nível de Atividade (INA)
apresentados hoje (26) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
(Fiesp) apontam que o crescimento do setor industrial começa a diminuir. A alta
de 2,1% registrada no mês de maio, com relação a abril, foi a menor verificada
no mesmo mês de anos anteriores desde 2003. “Maio costuma ter índices bem maiores”, disse o diretor do departamento de Pesquisas e Estudos da Fiesp, Paulo
Francini. “O crescimento vigoroso que
sempre ocorria neste mês não ocorreu, e por isso o índice de atividade
desazonalizado foi negativo.” Segundo Francini, se levadas em consideração as diferenças
sazonais que existem na produção, a atividade industrial caiu 2,4% em maio com
relação a abril. Com o ajuste sazonal, o levantamento da Fiesp aponta também
uma queda no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci). Em maio, 83,1% da capacidade instalada das indústrias paulistas foi utilizada, contra 83,4% registrados em maio. “Temos certeza de que há uma acomodação, mas isso não nos assusta
pois não temos evidência de que ela vai prejudicar nossas atividades”, afirmou
Francini, ressaltando que, nos últimos 12 meses, o aumento do INA acumulado é
de 7,5%. Ele afirmou, no entanto, que os últimos resultados, principalmente, devido às perspectivas da economia
nacional. “A desaceleração abre espaço para inquietações em um futuro
distante. A política de aumento de juros do Banco Central e o rompimento, pelo
dólar, do nível de R$ 1,60, terão efeito. Começaremos 2009 em uma outra condição”, avaliou.
Francini demonstrou ainda preocupação com os efeitos
da inflação sobre a atividade industrial. Para ele, o consumo, que é um dos
pilares do crescimento do país, pode ser afetado è medida que o poder de compra
da população cai.
|
|