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26 de Junho de 2008 - 14h55 - Última modificação em 26 de Junho de 2008 - 14h55


Crescimento da indústria paulista apresenta desaceleração em maio

Vinicius Konchinski
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - Os resultados do Indicador de Nível de Atividade (INA) apresentados hoje (26) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) apontam que o crescimento do setor industrial começa a diminuir. A alta de 2,1% registrada no mês de maio, com relação a abril, foi a menor verificada no mesmo mês de anos anteriores desde 2003.

“Maio costuma ter índices bem maiores”, disse o diretor do departamento de Pesquisas e Estudos da Fiesp, Paulo Francini. “O crescimento vigoroso que sempre ocorria neste mês não ocorreu, e por isso o índice de atividade desazonalizado foi negativo.”

Segundo Francini, se levadas em consideração as diferenças sazonais que existem na produção, a atividade industrial caiu 2,4% em maio com relação a abril.

Com o ajuste sazonal, o levantamento da Fiesp aponta também uma queda no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci). Em maio, 83,1% da capacidade instalada das indústrias paulistas foi utilizada, contra 83,4% registrados em maio.

“Temos certeza de que há uma acomodação, mas isso não nos assusta pois não temos evidência de que ela vai prejudicar nossas atividades”, afirmou Francini, ressaltando que, nos últimos 12 meses, o aumento do INA acumulado é de 7,5%.

Ele afirmou, no entanto, que os últimos resultados, principalmente, devido às perspectivas da economia nacional. “A desaceleração abre espaço para inquietações em um futuro distante. A política de aumento de juros do Banco Central e o rompimento, pelo dólar, do nível de R$ 1,60, terão efeito. Começaremos 2009 em uma outra condição”, avaliou.

Francini demonstrou ainda preocupação com os efeitos da inflação sobre a atividade industrial. Para ele, o consumo, que é um dos pilares do crescimento do país, pode ser afetado è medida que o poder de compra da população cai.



 


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