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Brasília - A Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia pode pedir
instauração de ação penal contra o Google
no Brasil caso os representantes do site de busca não assinem o termo de
ajustamento de conduta para repassar informações
sobre acusados de cometer crime de pedofilia pela internet.
O relator da CPI,
senador Demóstenes Torres (DEM-GO), afirmou que se houver
recusa da empresa em conceder tais dados, ao Ministério Público,
à Polícia Federal e à própria CPI, pode pedir ao Ministério da Justiça que impeça as
atividades da empresa no Brasil.
Demóstenes
explicou que o Ministério Público e a Polícia
Federal acusam o Google de descumprir um acordo para a
assinatura do termo de ajustamento de conduta, o que pode significar
condescendência da empresa com as atitudes dos suspeitos.
"Podemos sugerir
primeiro uma ação penal para verificar se realmente o
Google está acobertando criminosos como afirma o MP e a PF.
Segundo, se houver recusa em cumprir a legislação
brasileira, que as autoridades competentes – à frente o
Ministério da Justiça – tomem providência para
que o Google deixe de operar no Brasil", disse.
Para averiguar as
versões apresentadas pelo Ministério Público e
pelo Google, que atribui a não-assinatura do termo ao excesso
de exigências feito pelos investigadores, a CPI aprovou a
convocação dos representantes do MP, da ONG SaferNet
(que monitora conteúdos impróprios na internet)
e do Google no Brasil. "O Google não quer fornecer os
dados alegando que isso fere a privacidade de seus clientes",
disse Demóstenes.
A CPI aprovou ainda 14
requerimentos de convocação e convite para depoimentos.
Todos relacionados às investigações da Operação
Arcanjo, da Polícia Federal, que, em Roraima, prendeu diversas
autoridades acusadas de envolvimento com pedofilia. Entre os presos,
estavam o procurador-geral do estado, Luciano Queiroz.
A Operação
Arcanjo foi realizada com apoio do Ministério Público
de Roraima e do Conselho Tutelar de Boa Vista, e revelou um esquema
que explorava sexualmente meninas com idade entre seis e 14 anos, e
que contava com a participação de autoridades,
servidores públicos e empresários de Roraima.
A matéria foi alterada para correção de informações.
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