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Brasília - Os advogados do
ex-banqueiro Salvatore Cacciola ainda têm a possibilidade de
entrar com um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF)
para que ele não seja preso no Brasil. A informação
é do presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes.
“Sempre há a
possibilidade de se entrar com um habeas corpus. Já
houve inclusive habeas corpus no plenário do Supremo
Tribunal Federal. Quanto a isso não há nenhuma
novidade”, disse.
Ontem (25), a Corte de
Apelação do Principado de Mônaco rejeitou o
recurso apresentado pelos advogados do ex-banqueiro contra decisão
da Justiça do principado que autorizou a extradição
de Cacciola para o Brasil. Agora falta apenas a confirmação
do príncipe Albert, que deve sair em julho.
O ministro Gilma Mendes
disse que o Judiciário brasileiro só pediu a extradição
do banqueiro porque acreditava na possibilidade de julgamento no
país.
“Acredito que o
Judiciário só pediu a extradição
exatamente porque tem essa perspectiva, de dar seqüência a
esse processo crime existente”, afirmou.
As declarações
do presidente do STF foram dadas no Itamaraty, onde participou da
solenidade em homenagem aos heróis da Copa do Mundo de 1958.
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