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Rio de Janeiro - O Brasil abateu menos cabeças de bovinos e mais frangos e suínos nos três
primeiros meses deste ano. Os dados fazem parte da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da
Produção de Ovos de Galinha, divulgada hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE).
O abate de bovinos diminuiu em 10,1% nos primeiros três
meses do ano, comparado a igual período de 2007. De janeiro a março foram
abatidas 7,155 milhões de cabeças bovinas.
De acordo com o gerente de Pecuária do IBGE, Octávio Costa
de Oliveira, a diminuição é devida à escassez de bois gordos, causada pela
falta de investimentos, em anos anteriores, em matrizes.
“Os pecuaristas argumentam que os criadores não vinham tendo
uma boa rentabilidade nos últimos anos e estavam desestimulados porque o preço
não estava compensando. Então, eles fizeram o abate de fêmeas, o que se refletiu
na dificuldade de repor o rebanho.
Mesmo com a diminuição recente no rebanho bovino, em uma
série histórica mais ampla é possível constatar que o Brasil avançou em 80% no
abate mensal nos últimos dez anos, passando de 1,285 milhão de cabeças abatidas
em março de 1998, para 2,314 milhões de cabeças em março deste ano.
Já o número de frangos abatidos demonstrou um forte
crescimento no primeiro trimestre deste ano, com alta de 12,2% contra o mesmo
período de 2007, com 1,184 bilhão abatido no total do período. Na série
histórica, também a produção de aves mensal passou por alta expressiva nos
últimos dez anos no país, saltando de 181,6 milhões em março de 1998 para 384,5 milhões no mesmo mês deste ano, numa alta de 111%, mais do que o dobro.
Também houve crescimento alto no abate
mensal de suínos, que aumentou 80% em uma década, saindo de 1,066 milhão, em
março de 1998, para 2,258 milhões no mesmo mês deste ano. No primeiro trimestre de 2008, a produção
suína cresceu 2,7% em relação a igual período do ano passado, totalizando 6,824
milhões de cabeças abatidas.
As informações completas podem ser obtidas em www.ibge.gov.br
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