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27 de Junho de 2008 - 15h05 - Última modificação em 27 de Junho de 2008 - 16h56


Jornalista Helena Bortone é homenageada por amigos, fãs e profissionais

Da Agência Brasil


 
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Brasília - A jornalista Helena Bortone, morta ontem vítima de câncer no pulmão, trabalhava há mais de 30 anos nas rádios Nacional e Nacional da Amazônia
Brasília - A jornalista Helena Bortone, morta ontem vítima de câncer no pulmão, trabalhava há mais de 30 anos nas rádios Nacional e Nacional da Amazônia
Brasília - O público infantil da década de 80, profissionais da mídia, educadores e músicos prestam suas últimas homenagens à jornalista Helena Bortone, 55 anos, que morreu ontem (26), de falência múltipla dos órgãos, e está sendo velada em Brasília. Ela sofria de um câncer no pulmão. Heleninha, como era chamada, marcou a história do rádio e encantava os ouvintes e amigos com sua voz suave.

Nos anos 80, a Rádio Nacional de Brasília lançou em sua grade um programa infantil comandado pela jornalista. O Encontro com a Tia Heleninha buscava estimular a imaginação das crianças. A radialista dizia que as músicas inseridas em seu programa pertenciam à época mais rica da música infantil. “Patotinha, Balão Mágico, Trem da Alegria. Foi uma época riquíssima em músicas infantis”, contou Heleninha em entrevista à Rádio Nacional, no último mês de maio.

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, o cartunista Maurício de Souza, disse que se aproximou da radialista quando conheceu o trabalho que ela desenvolvia em prol da crianças e, depois disso, tornou-se fã e amigo de Heleninha. “Além de ser extremamente profissional, ela era humilde, encantadoradora, adorável”, disse emocionado.

A amiga e companheira de profissão Luiza Inês disse que Heleninha sempre se dedicou para levar qualidade aos ouvintes. Na vida pessoal, ela pregava meiguice, paz e humildade.

“Ela sempre me dizia que tinha feito a opção de vida pela paz. Na vida profissional, ela sempre teve o zelo de levar coisas boas às pessoas. No tempo que ela tinha um programa infantil, era um programa pioneiro e não era um programa de ouvir musiquinhas ou coisa parecida. Do ínicio ao fim, o programa era elaborado com coerência, tudo tinha uma razão de ser, ela pesquisava muito antes de fazer o programa, colocava-se como ouvinte infantil, se algo estivesse cansativo, monótono, ela inovava”, relembrou.

Admiradora de Heleninha na década de 80, a hoje pedagoga Edielza Figueiredo lembra com saudades a época em que ouvia os discos de vinil da jornalista. Ela também elogiu a qualidade e o cuidado na escolha dos assuntos transmitidos às crianças. “Quando ouvia aquelas historinhas, viajava e entrava nas histórias, muitas palavras que ela mencionava eu gostava de ficar falando depois. Além de prender a minha imaginação, ela passava assuntos construtivos que me ajudaram bastante na vida escolar. É uma pena que hoje as crianças não têm acesso a esse tipo de mídia”.

Nos últimos quatros anos, Heleninha apresentava o programa Espaço Arte, da Rádio Nacional transmitido às 17h. O compositor Aloísio Brandão disse, em entrevista à Agência Brasil, que o jornalismo feito por Heleninha é um modelo a ser seguido. “O bom gosto, a alegria e o conhecimento de Heleninha rompiam as barreiras do preconceito da rádio AM. Com certeza é um modelo radiofônico a ser seguido”, elogiou o ouvinte.

O corpo da jornalista será sepultado hoje (27), no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, às 17h. 

 


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