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Brasília - A Contribuição
de Intervenção no Domínio Econômico
(Cide), que iria compor o Imposto sobre Valor Agregado (IVA-Federal),
pode ser mantida como imposto regulatório. A informação
é do relator da reforma tributária, deputado Sandro
Mabel (PMDB-GO), que ainda busca uma saída para garantir a
permanência do imposto. A Cide incide sobre a venda de gasolina
e diesel.
O governo tem na Cide
uma forma de controlar os preços dos dois combustíveis.
Quando o preço da gasolina e do diesel sobe nas refinarias, o
governo diminui a cobrança da contribuição para
que o reajuste não chegue ao consumidor. O contrário
também acontece para compensar possíveis perdas dos
produtores.
A manutenção do imposto foi uma
proposta apresentada pelo deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio
Palocci (PT-SP), que preside a Comissão Especial sobre a
Reforma Tributária. Mabel pensa em manter o imposto, mas
“esvaziando” sua arrecadação.
“Tenho ouvido muitas ponderações a
respeito, inclusive do deputado Palocci. Posso deixar a Cide, viva,
porém esvaziá-la, ficar sem arrecadação.
Ela só serviria como instrumento de compensação
e para evitar sonegação fiscal”, afirmou Mabel.
Parte da arrecadação da Cide vai
para financiamentos em infra-estrutura. Mabel disse que essa área
deve se sustentar em bases mais sólidas de arrecadação
e que vai propor isso no relatório. “A área de
infra-estrutura ganharia força, porque ficaria ancorada na
nova base de distribuição do imposto, que é a
base ampla. Com isso, deixaríamos de ter a infra-estrutura
ligada a um imposto regulatório, que é o caso da Cide,
e teríamos a infra-estrutura regulada dentro de uma base
firme, fixa.”
A Cide, que atualmente recolhe cerca de R$ 8
bilhões ao ano, passaria a arrecadar perto de zero, estimou o
relator. “Com isso vamos transferir R$ 8 bilhões da carga
tributária para dentro da base ampliada. Isso não
acarretaria aumento de imposto.”
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