



|
Brasília - Ao assumir, na
próxima terça-feira (1º), na Argentina, a
presidência pro tempore do
Mercado Comum do Sul (Mercosul), o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva levará aos membros do bloco uma mensagem de otimismo
e de expectativa no avanço nas negociações entre
os países latino-americanos.
Segundo o porta-voz da Presidência da
República, Marcelo Baumbach, Lula dirá à cúpula
do bloco que o Mercosul, depois de momentos difíceis, vividos
há alguns anos, recuperou-se e tem hoje um dos seus melhores
momentos. Na visão brasileira, o Mercosul tem sido fator de
desenvolvimento da economia de seus membros e um importante
instrumento de inserção internacional.
“O comércio intrarregional duplicou nos
últimos cinco anos, e é forte a tendência de
crescimento das importações brasileiras provenientes
dos sócios do Mercosul”, afirmou Baumbach.
De acordo com porta-voz, a própria pauta da
reunião na Argentina demonstra a “saúde e a
vitalidade” do bloco. O Fundo de Convergência Estrutural do
Mercosul (Focem), por exemplo, deverá aprovar cinco projetos
para o Paraguai, no valor de US$ 24,8 milhões. Também
será discutida a criação do Fundo para Pequenas
e Médias Empresas do Mercosul, proposta que deve ser concluída
até o fim da presidência pro tempore
de Lula, que tem prazo de seis meses.
Baumbach disse que o Brasil assumirá a
presidência pro tempore do Mercosul com a determinação
política de avançar na agenda comunitária. Para
ele, as tarefas mais relevantes são a concretização
do Fundo de Pequenas e Médias Empresas, a conclusão de
negociações relativas à eliminação
da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC), o reforço
do diálogo e da coordenação econômica e a
revitalização das negociações com os
parceiros da América Latina e do Caribe.
“Especial importância deverá
assumir o avanço da agenda social do Mercosul, em especial nas
áreas de saúde, educação, desenvolvimento
social, meio ambiente, desenvolvimento agrário e livre
circulação para os nacionais do Mercosul”,
acrescentou o porta-voz.
Baumbach apontou ainda como destaques a decisão
de se criar um Conselho do Mercado Comum Ampliado, que permitirá
a participação de ministros não ligados à
área econômico-comercial, além de significar um
espaço maior para discussão de uma agenda social.
“Trata-se de instância nova, histórica, cuja primeira
reunião deve ocorrer em Salvador”, disse ele.
Na terça-feira, antes de receber a
presidência pro tempore do Mercosul, Lula se encontrará
com a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner. A pauta do encontro
inclui temas como a tarifa de importação do milho
argentino para o Brasil, acordos para a construção da
hidrelétrica de Carabi, na fronteira com a Argentina, e
fornecimento de energia para aquele país durante o inverno.
|
|