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Brasília - Ainda trabalhando
para desenhar alguns pontos da reforma tributária, o relator
da proposta, deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), informa que já
elaborou proposta para compensar os estados e municípios que
apresentarem queda na arrecadação devido à
mudança na cobrança do Imposto sobre Circulação
de Mercadorias e Serviços (ICMS).
O imposto será cobrado somente na origem.
“Os governadores podem ter certeza de que não terão
perda na arrecadação, os empresários terão
uma condição mais simples de pagar seus impostos e os
contribuintes terão mais proteção”, garantiu
Mabel.
Para os estados que tiverem perdas com a medida, o
relatório vai propor a criação de dois fundos: o
de Desenvolvimento Regional (FDR) e o de Equalização de
Receitas (FER). Segundo o relator, os dois fundos estão sendo
desenhados com a previsão de mais recursos do que pensou o
governo em sua forma inicial.
Ele disse que, com o FDR, terá continuidade
a política de levar investimentos para os estados que perdem.
“Estamos desenhando esse fundo de forma bem robusta, com mais
recursos do que foi indicado na proposta do governo”, afirmou
Mabel.
Já o Fundo de Equalização de
Receitas terá o objetivo de dar todas as garantias aos
estados, explicou. “Qualquer estado que tiver uma perda em relação
ao que está arrecadando hoje, automaticamente, o fundo reporá
essa perda”, destacou o relator.
Os recursos, tanto para o fundo regional quanto
para o de equalização, sairão do Tesouro
Nacional, “a partir da base ampla de arrecadação”.
Mabel também incluiu no texto um dispositivo que torna o fundo
regional auto-aplicável. “Dentro da nossa proposta, o fundo
começará a funcionar 90 dias depois de promulgada a
reforma. Ele começará a funcionar mesmo antes de
começar o declínio da arrecadação e já
trará dinheiro para os estados.”
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