



|
Brasília - Prioridade do governo,
a reforma tributária corre o risco de não ser votada
no Congresso Nacional antes das eleições municipais de
outubro. O relator da proposta, deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), já
avisou: “Só vou colocar o relatório na comissão
para ser votado com a certeza de que temos condições de
votar os dois turnos no Plenário da Câmara, logo em
seguida”, disse.
Mabel conversou com o
presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que
vai levar o tema para a reunião de líderes marcada para
a próxima terça-feira (1º). “Uma reforma tributária
é uma assunto complexo, tem muitos pontos que precisam andar
todos juntos. Nós não podemos votar um relatório
e deixá-lo no vazio aí por três, quatro meses, até
todo mundo voltar das eleições”, justificou o
relator.
O presidente da Câmara
aceitou a missão de ponderar junto aos líderes a
votação da reforma antes do recesso de julho, mas não
será uma tarefa fácil. Ao longo da última semana,
as lideranças dos Democratas e do PSDB na Câmara já
deram sinais de que o assunto será motivo do novo embate entre
oposição e governo, após o arrefecimento das
discussões sobre a Contribuição Social para a
Saúde (CSS). “Se o acordo for
construído na terça, apresento o relatório na
quinta-feira na comissão”, afirmou Mabel.
Os tucanos e os
democratas estão dispostos a elevar o tom da discussão.
Alegam que a reforma aumenta a carga tributária e garante ao
governo a prerrogativa de aumentar tributos por meio de medida
provisória.
“Depois que eles
(parlamentares da oposição) lerem o meu relatório,
vão ter mais tranqüilidade porque trata-se de um trabalho
feito de forma bem robusta, dando mais segurança à
sociedade. Não haverá perigo de aumento de carga
tributária, estamos colocando uma trava nesse sentido. A
oposição vai concordar. É claro que sempre
existe algum ponto que pode melhorar e acho que eles devem trazer
contribuições nesse sentido e se forem sugestões
boas, vamos acatar”, completou.
|
|