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Brasília - Para a secretária
nacional de Renda de Cidadania do Ministério do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Rosani Cunha,
a pesquisa do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e
Econômicas (Ibase) com usuários do Bolsa Família
mostra que o programa está chegando às famílias
que tradicionalmente estiveram à margem das políticas
públicas.
Ela reconhece, no entanto, que
ainda há muito o que fazer e que são necessários
outros investimentos para garantir qualidade às famílias
mais pobres.
“Pobreza,
analfabetismo e baixa escolaridade andam juntos. Além da
transferência de renda, é preciso integrar outras
iniciativas que possam desenvolver as capacidades das famílias,
como educação e qualificação
profissional”, destacou a secretária.
Ela defende que o
primeiro passo da integração deve ser o aumento da
escolaridade dos beneficiários e, nesse sentido, destacou
que o MDS está integrado com o Ministério da Educação
no programa Brasil Alfabetizado.
A secretária
cita também o plano de qualificação profissional
vinculado à construção civil como outra
iniciativa importante para fazer com que as famílias
beneficiadas pelo Bolsa Família deixem a situação
de insegurança alimentar.
O levantamento
aponta que 87% dos assistidos pelo Bolsa Família gastam o
dinheiro do benefício com alimentos. No entanto, ainda há
2,3 milhões de famílias (11,1 milhões de pessoas) que passam fome, mesmo recebendo o benefício.
Com base no
levantamento, o Ibase sugere o reforço a
programas de segurança alimentar que possibilitem a oferta de
produtos alimentares adequados e pouco consumidos, como legumes,
verduras, frutas e carnes, a preços mais baratos.
O Ibase ainda
recomendou que governo desenvolva a política de abastecimento
alimentar centrada na valorização da agricultura
familiar. Outro ponto destacado como ação necessária
do governo é a ampliação da alimentação
escolar para o ensino médio e o fortalecimento de políticas
que ampliem o acesso à água potável e ao
esgotamento sanitário.
O instituto também
destaca a necessidade de intensificação das políticas
da assistência social com as famílias
beneficiadas, buscando sua integração com ações
complementares capazes de melhor suas condições de
saúde e educação, além da implementação
de politicas emancipatórias, ou seja, que promovam acesso das
famílias ao trabalho.
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