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Brasília - O relator da reforma tributária, deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), afirmou que a
proposta será eficiente para que o país continue a
distribuir renda. Uma das criticas ao conjunto de mudanças na
forma de pagamento de imposto é que ele não estabelece
a progressividade na cobrança de tributos, ou seja, não
faz com que ricos paguem um percentual de impostos maior que os
pobres.
Para Mabel, assim que a
reforma entrar em vigor vai proporcionar um aumento da arrecadação
e, a partir daí, será possível desonerar
produtos tradicionalmente consumidos pelas classes mais pobres.
“Haverá um excesso de arrecadação no primeiro
momento em que nós ampliarmos a base de arrecadação.
Nós vamos assim baixar o imposto de produtos da cesta básica
- óleo de soja, açúcar, pão, remédios,
cesta de higiene e limpeza. São produtos consumidos pela
população, que ganha pouco e atualmente tem carga
tributária alta”, disse o deputado.
Outro ponto que poderá
gerar distribuição de renda, de acordo com Mabel, é
a incidência mais forte de impostos sobre as médias e
grandes empresas, ao contrário do que acontecerá com as
pequenas. “O imposto de renda vai incidir com maior força
sobre as empresas médias e grandes. Vamos onerar mais a renda
e aliviar a carga sobre o consumo”, destacou.
Na semana passada, o
coordenador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Márcio Pochmann, disse que o instrumento ideal para que o
Brasil continuasse a trajetória de distribuição
de renda seria a reforma tributária. No entanto, nesse sentido, Pochmann
classificou a proposta do governo como “tímida'.
Mabel reagiu: “A
reforma não é tímida porque ela simplifica a cobrança de impostos. Atualmente, existem 27 leis
para a cobrança do ICMS ((Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), por exemplo. Vamos juntar tudo em uma
só. A proposta junta também o PIS (Programa de Integração Social) a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), além
do salário educação, em um só imposto, o
IVA Federal (Imposto sobre Valor Agregado). Isso também é um avanço”, acrescentou
Mabel.
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