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Brasília - Em
nota divulgada pelo presidente Adelman Araújo Filho
(Chiru), o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da
Extração de Minerais Não Metálicos de
Minaçu (GO) critica o que chama de “campanha desenfreada
para banir o amianto no Brasil”.
Chiru afirma que quem
patrocina a alegada campanha adota uma postura “injusta, de
caráter econômico, com interesses individuais sem
visão coletiva e nem um pouco preocupada com os trabalhadores,
os principais afetados.”
O dirigente sindical
também garante ter plena convicção de que é
possível trabalhar com amianto de forma segura. Diz que o
setor é hoje referência no exterior em organização
do local de trabalho.
“O mineral amianto
não é o primeiro na lista de produtos perigosos, pelo
contrário é o 130º. Porque proibir apenas o amianto?”, questionou.
Ao se referir à
denúncia protocolada na Organização
Internacional do Trabalho (OIT) pela Associação Brasileira de
Expostos ao Amianto (Abrea), de que os sindicatos do setor são cooptados pelo patronato, Chiru lista uma série
de benefícios garantidos aos trabalhadores mediante acordo
coletivo com a Mineradora Sama: pagamento de faculdade, assistência
médica e odontológica aos empregados, subsídio
de farmácia de até 80% do valor da compra com receita
médica; cestas básicas e refeições
gratuitas, entre outros.
“Os
trabalhadores do segmento amianto são auto-suficientes para
saber o que querem. Estamos convictos de nossa segurança e
não precisamos de abelhudos sem nenhum conhecimento de causa,
com interesses escusos interferindo em nossa atividade”, protestou
Chiru.
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