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Brasília - O governo liberou hoje
(27) R$ 603 milhões do Programa Nacional de Segurança
Pública com Cidadania (Pronasci) para estados e municípios.
O presidente em exercício, José Alencar, negou que o
ato tenha caráter eleitoreiro.
“Isso não é
para a oposição. É para o Pronasci. Não
importa o partido que possa pertencer um governador ou um prefeito. É
por uma causa importantíssima, que é a segurança
nacional com cidadania. Não podemos estar vendo coloração
partidária”, afirmou José Alencar, ao ser questionado
se o governo não teme ataques da oposição por
conta da liberação de recursos em ano eleitoral.
De acordo com o
Ministério da Justiça, R$ 502 milhões foram para
17 estados e o Distrito Federal, R$ 80 milhões para 65
municípios de 12 estados e o restante para criação
de núcleos de Justiça Comunitária, assessoria
jurídica para presos e familiares e aplicação da
Lei Maria da Penha em 13 estados.
O ministro da Justiça,
Tarso Genro, informou que o uso dos recursos deve começar no
segundo semestre.
Ele admitiu que a
população não sentirá os resultados das
ações do Pronasci de imediato.
“A segurança é
questão de sensação. Efeitos e queda forte dos
indicadores [de violência] é de três a
cinco anos, dependendo da região e da boa gestão do
programa que façam os municípios e estados”, afirmou,
acrescentando que o papel da União é induzir o
cumprimento das ações e liberar recursos e dos governos
estaduais e municipais executar o programa.
Tarso disse que o
governo espera, em cinco anos, reduzir o número de mortes
violentas de 29 para uma média de 17 a cada 100 mil
habitantes.
“Se alcançarmos
em cinco anos o índice chileno, que dependendo da região
vai de 13 a 18, média de 17, será um bom índice.
É isso que estamos perseguindo. Se chegarmos a esse índice,
será muito bom”, disse.
Os estados e municípios
deverão investir em 94 ações, como construção
de presídios para jovens de 18 a 24 anos de idade e mulheres,
bolsas para formação de policiais e plano de habitação
para policiais.
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