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27 de Junho de 2008 - 20h37 - Última modificação em 27 de Junho de 2008 - 20h37


Usiminas compra terreno com histórico de poluição ambiental

Da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A Usiminas arrematou, hoje (27), o terreno da Ingá Mercantil, em Itaguaí, para a construção de um porto para a exportação de minérios. 

A propriedade tem uma história de poluição ambiental e a Ingá Mercantil enfrenta um processo de falência que está emperrado há mais de 11 anos. A empresa deve cerca de R$ 127 milhões de passivos trabalhistas e indenizações.

O terreno foi adquirido pela Usiminas por R$ 72 milhões, valor 40% inferior ao mínimo definido pelo representante do Ministério Público na massa falida, José Marinho Paulo Junior.

Há cerca de 4 meses, o governo estadual iniciou obras de descontaminação na região, onde foi abandonada uma grande quantidade de resíduos industriais tóxicos formados por zinco e cádmio.

Segundo o administrador judicial da massa falida da Ingá, Jarbas Barsanti, o problema emergencial de despoluição de um lago com 390 mil metros cúbicos de afluentes líquidos tóxicos já foi solucionado.

“Consegui retirar todos esses resíduos tóxicos, filtrei a água, tratei, coloquei em um ph normal sem nenhum resíduo tóxico e foi devolvido ao mar. Tudo sob controle dos órgãos ambientais a Feema [Fundação Estadual de Engenharia e Meio Ambiente] e o Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis]”, disse.

O administrador afirmou que os resíduos tóxicos serão embalados e será feita a proteção das barragens hidráulicas que separam o lago do oceano.

Estas ações estão listadas em um Pacto de Ajustamento de Conduta, que será assinado pela Usiminas e por autoridades da secretaria estadual do Meio Ambiente. A Feema e o Ibama também estão fazendo o monitoramento ambiental da região.

O processo de descontaminação está sendo realizado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 




 


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