O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), um dos componentes do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) foi o que apresentou o maior avanço em junho – 2,67% - mais do que a alta de 1,10% registrada no mês anterior.

Os três grupos que forma o INCC apresentaram alta significativas. O grupo mão-de-obra passou de 0,96% em maio para 3,75% em junho, em conseqüência de reajustes salariais verificados nas cidades de Brasília, Fortaleza, Goiânia, Florianópolis e São Paulo. Os preços de de serviços, de 0,25% em maio para 1,85% em junho e os de materiais avançaram de 1,42% em maio para 1,70%.

A segunda alta foi do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que passou para 0,89%, depois de ter avançado 0,68% no último levantamento. As principais contribuições vieram dos alimentos (1,77% para 2,20%), com destaque para os itens arroz e feijão (0,56% para 11,16%) e carnes bovinas (2,79% para 6,72%); e habitação (0,02% para 0,41%), cuja principal influência veio de tarifa de eletricidade residencial (-2,02% para -0,39%).

Também subiram os preços de educação, leitura e recreação (0,19% para 0,38%) e despesas diversas (0,05% para 0,23%), com destaque para cursos de informática (-2,44% para 2,51%) e mensalidade para TV por assinatura (-0,79% para 0,29%).

Por outro lado, transportes (0,28% para 0,05%), saúde e cuidados pessoais (0,86% para 0,66%) e vestuário (0,61% para 0,46%) registraram desaceleração, com destaque para os itens gasolina (0,23% para -0,01%), medicamentos em geral (2,01% para 0,60%) e roupas (1,16% para 0,81%).

O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 2,27%, contra alta de 2,01% no mês anterior. Os bens finais tiveram elevação 1,23% neste mês, contra 1,11% em maio. No grupo bens intermediários, os preços subiram 2,50%, contra 1,79% em maio e no de matérias-primas brutas o avanço foi de 3,11% em junho, depois de alta de 3,38% no mês anterior.

Os produtos arroz em casca (de 30,80% para 5,81%), milho em grão (de 4,71% para -5,52%) e tomate (de 11,56% para -1,30%) foram os destaques. Já os itens soja em grão (de 0,49% para 6,28%), bovinos (de 3,57% para 9,54%) e laranja (de -21,32% para -12,00%) tiveram aceleração