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Brasília - O
ministro da Justiça, Tarso Genro, disse hoje (27) que a
Polícia Federal investigará com rigor a morte da
adolescente Xavante no Hospital Universitário de Brasília
(HUB). A jovem, de 16 anos, estava na Casa de Apoio à Saúde
Indígena (Casai) do Distrito Federal, ligada à Fundação
Nacional de Saúde (Funasa), e fazia tratamento no Hospital
Sarah Kubitschek.
“Vai fazer a mesma coisa que a
Polícia Federal faz em relação a todos os
delitos que estão na sua competência. Vai investigar
rigorosamente”, afirmou o ministro.
Segundo ele, depois de encerradas as
investigações, o processo será encaminhado ao
Ministério Pública e à Justiça para que
“a punição devida e compatível com a barbárie
seja dada”.
Tarso Genro admitiu que casos de
violência contra índios não são novidade.
Questionado sobre como o governo pretende mudar essa realidade, o
ministro respondeu que seria necessário desenvolver trabalho
forte da Polícia Federal para dar punições
exemplares.
Jaira Xavante morreu na última
quarta-feira (25) depois de duas paradas cardíacas, , durante
cirurgia no HUB. Ela estava em Brasília desde o dia 28 de maio
para tratamento médico, pois tinha lesão neurológica.
O titular da 2ª Delegacia de
Polícia do Distrito Federal, Antônio José
Romeiro, responsável pelas investigações do
caso, afirmou ontem (26) que a adolescente foi vítima de
violência sexual.
Atualizada para correção de informação. A Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) do Distrito Federal é ligada à Fundação Nacional de Saúde (Funasa), e não à Fundação Nacional do Índio (Funai).
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