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Brasília - Movimentos sociais de
direitos humanos discutiram em Brasília, até hoje (28),
propostas de ações para os dois próximos anos.
Participaram do encontro representantes de entidades de todos os
estados e do Distrito Federal.
De acordo com o
coordenador de formação do Movimento Nacional de
Direitos Humanos, Ricardo Barbosa, radicalizar a democracia e lutar
para universalizar as conquistas da Constituição de
1988 são ações que vão orientar as
atividades dos movimentos nos próximos anos. “Vamos tentar
que cada uma das 400 entidades que fazem parte do movimento nacional,
a partir do eixo de ação que é a luta pela vida
contra a violência, concretize as ações
propostas”, disse.
O
coordenador geral do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Gilson
Cardoso, afirmou que o movimento quer radicalizar a luta pelos
direitos humanos de modo a “não permitir, sob hipótese
alguma, nenhum retrocesso que diga respeito aos direitos humanos”.
Ele
acrescentou que essa radicalização deve estar na
pauta não só do Movimento, mas na de outros como o
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Via Campesina,
do Movimento dos Atingidos por Barragens.
Outro
ponto que também será trabalhado pelas entidades é
a revogação de leis da ditadura. “A tarefa do
movimento nacional de direitos humanos é, juntamente com o Legislativo, revogar todo esse entulho ditatorial. Toda essa
legislação anterior à Constituição
têm que ser revogada”, afirmou Barbosa.
Também
será discutida a questão do crescimento
econômico aliado à igualdade social. O movimento considera que
o processo de aceleração do desenvolvimento econômico
tem que estar acompanhado de justiça social, de
desenvolvimento sustentável e de qualidade de vida. “Não
podemos sacrificar a população brasileira e o meio
ambiente em prol de índices de crescimento. O crescimento não
pode se dar de costas à noção de sustentabilidade, de
eqüidade social”, explicou o coordenador de formação
do movimento.
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