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Brasília - O Movimento Nacional de
Direitos Humanos (MNDH) condenou hoje (28) a intenção
do Ministério Público do Rio Grande do Sul de
criminalizar lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais
Sem Terra (MST). Esta semana, o MST denunciou que o Ministério Público gaúcho teria discutido, em reunião do
seu Conselho Superior, estratégias para proibir qualquer
deslocamento de trabalhadores sem-terra, intervenção em escolas de
assentamento, criminalização de lideranças e de integrantes e
desativação de todos os acampamentos no Rio Grande do Sul.
O coordenador geral do
Movimento Nacional de Direitos Humanos, Gilson Cardoso, mostrou
preocupação com o debate considerando que esse tipo de atitude pode se estender a outros movimentos. “Já
não é mais a criminalização de uma
pessoa, de uma liderança, de uma ação. No meu
entendimento, isso é muito grave”, afirmou Cardoso.
Já o coordenador
de formação do MNDH, Ricardo Barbosa, disse que o
Ministério Público está agindo de maneira
contrária à definida por lei, que é de proteção
dos direitos constitucionais da população. “Esse tipo
de ação assusta porque é o próprio
Ministério Público, que tem uma função
constitucional, diferente daquela que está exercendo neste
caso. Ao invés de uma defesa intransigente e
radical da democracia, a gente vê as forças de reação
tentando criar um estado de exceção dentro do Estado
democrático”, acrescentou.
Os coordenadores também
criticaram a ação do Exército no Morro da
Previdência, no Rio de Janeiro, onde moravam três
jovens que foram entregues a traficantes por militares da Força. Os jovens teriam sido levados a traficantes que fazem parte de uma
facção criminosa rival. ”Só porque está
em curso uma obra de urbanização, porque o Exército
tem que garantir a segurança. No Rio de Janeiro tem uma série
de obras que estão acontecendo e não precisou o Exército estar lá. Isso é uma aberração”,
disse o coordenador geral do MNDH.
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