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Rio - O petróleo no
campo de Agbami, na Nigéria, será extraído por
uma plataforma do tipo FPSO, que deverá se transformar na
maior unidade produtora da Petrobras no exterior. Segundo informações
da Petrobras, a FPSO produz, estoca e escoa petróleo e gás
natural. Inicialmente, o navio-plataforma será interligado a
cinco poços.
A empresa brasileira investiu na
plataforma US$ 270 milhões, e o capital para desenvolvimento
do campo deverá ter retorno em cinco anos. De acordo com
a Petrobras, as reservas estimadas para os
campos nigerianos de Agbami e Akpo somam cerca de 1,6 bilhão
de barris de petróleo leve.
Em Agbami, a Petrobras tem 13% de
participação e é associada à Chevron
(operadora, com 68%) e à Estatoil (com 19%). Em Akpo, a Total
é a operadora, com 24% de participação; a Cinooc
tem 45%; a Petrobras, 16%; e a Sapetro, 15%. Nos dois projetos,
Nigerian National Petroleum Corporation (NNPC), estatal da Nigéria,
é a concessionária, tem participação na
produção, mas não tem equity (participação
como acionista)
A plataforma de Agbami tem
capacidade para processar 250 mil barris de óleo equivalente
(petróleo e gás natural) por dia e armazenar 2,1
milhões de barris de óleo equivalente. No total do
projeto, aí incluídos também os custos da FPSO,
foram investidos US$ 6 bilhões e o petróleo recuperável
no campo é estimado em 900 milhões de óleo
equivalente.
As atividades da Petrobras na
Nigéria, no entanto, não se limitam à produção
e exploração de petróleo. No ano passado, a
estatal brasileira firmou com a NNPC um memorando de entendimento
para o fornecimento de álcool combustível (etanol)
àquele país.
Pelo contrato, a Petrobras se compromete a prestar
assistência técnica aos nigerianos, de modo que eles
possam dar início ao programa interno de adição
de álcool à gasolina. Segundo a estatal brasileira, o
primeiro embarque está programado ainda para o primeiro
semestre deste ano.
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