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Tucumán (Argentina) - A
integração dos processos produtivos segue sendo um dos
objetivos dos países membros do Mercosul, de forma a
potencializar a capacidade produtiva e exportadora regional,
fortalecendo o bloco no mercado internacional Nesta cúpula, o
tema Programa de Integração Produtiva do Mercosul será
finalmente levado ao Conselho do Mercado Comum do Sul – instância
máxima decisória do bloco que se reúne amanhã
(30) na cidade argentina de Tucumán.
O
programa contará com ações gerais, como a
criação de um observatório de integração
produtiva do Mercosul. Outra iniciativa prevista é a
sistematização de uma rede das agências que
apóiam empresas no Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai,
inclusive com a perspectiva de transferência de know-how
entre os países. Também há previsão de
treinamento de pessoal, como programas de melhoria da capacidade
gerencial de pequenas e médias empresas, sobretudo no Uruguai
e no Paraguai.
Além
das atividades sistêmicas, o Programa de Integração
Produtiva do Mercosul prevê ações setoriais. Um
projeto piloto já vem sendo desenvolvido no setor de madeira e
móveis – o foro setorial reúne cerca de 300 empresas
brasileiras, argentinas, uruguaias e paraguaias.
Na
primeira etapa do processo, foi elaborado um diagnóstico
produtivo, identificando onde estão as matérias-primas
e as empresas produtoras e quem são os exportadores. “A
partir do diagnóstico, detecta-se o potencial de interconexão
entre as empresas. O foro de madeira e móveis é um
exemplo muito exitoso”, afirma o diretor do Departamento do
Mercosul do Ministério das Relações Exteriores,
ministro Bruno Bath.
Ele
reconhece que, no princípio, havia uma grande resistência
dos países vizinhos, especialmente do Uruguai e do Paraguai,
em avançar na integração produtiva do setor
moveleiro devido à maior competitividade da indústria
brasileira. “Eles tendiam a ficar na defensiva.” Havia um receio
de que o Brasil dominasse a etapa final de produção,
restando os vizinhos a inserção em estágios da
cadeia produtiva de menor valor agregado,fornecendo madeira, por
exemplo.
“Com o foro de
madeira e móveis foi possível mudar essa mentalidade”,
disse Bath. Isso porque os empresários dos países
vizinhos teriam percebido que a exportação é o
grande motor para o desenvolvimento industrial e que a conexão
com empresas brasileiras, nesse sentido, representa uma vantagem. A
experiência, agora, deve ser levada a outros setores
industriais, como autopeças e petróleo e gás. Em
ambos, o Brasil novamente sai ganhando em termos de competitividade.
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