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Tucumán (Argentina) - O
Fundo para Pequenas e Médias Empresas do Mercosul, proposto
pelo Brasil, começará a sair do papel amanhã
(30), com sua aprovação pelo Conselho do Mercado Comum
do Sul. A reunião da instância máxima do bloco
será na véspera da 35ª Cúpula de Chefes de
Estado do Mercosul e dos Estados Associados, que reunirá
líderes sul-americanos em San Miguel de Tucumán, na
Argentina.
A
origem dos recursos e seu montante ainda não estão
definidos. O certo é que o fundo não financiará
as atividades dos pequenos empreendedores. Sua função
será oferecer garantias para a obtenção de
financiamentos em uma futura rede de bancos públicos e
privados credenciados.
“O
principal problema dessas empresas para acessar crédito é
oferecer garantias. Muitas vezes, atuam na informalidade, e o dono da
empresa tem que oferecer bens pessoais”, afirma o diretor do
Departamento do Mercosul do Ministério das Relações
Exteriores, ministro Bruno Bath.
Segundo
Bath, o foco principal serão pequenas e médias empresas
com atuação no Mercosul, preferencialmente que já
atuem no bloco e que tenham alguma integração produtiva
com países vizinhos.
A
forma de administração do fundo ainda não foi
definida, mas deverá contar com supervisão
intergovernamental. De acordo com Bath, uma das possibilidades é
que o gerenciamento seja feito por um profissional com experiência
no setor financeiro, com supervisão de uma espécie de
conselho de administração integrado por representantes
das áreas econômicas dos países membros.
Caberá
ao Brasil – que assumirá a presidência pro tempore
do Mercosul – agilizar a formatação do Fundo pelo
Grupo do Mercado Comum para lançamento na próxima
Cúpula, em dezembro deste ano, em Salvador.
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