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29 de Junho de 2008 - 18h15 -
Última modificação
em 29 de Junho de 2008 - 19h33
Organizadores da Parada Gay de Brasília estimam participação de 35 mil pessoas
Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil
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Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
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Brasília - Manifestantes protestam, durante a Parada Gay de Brasília, contra a prisão, pelo Exército, do sargento Lacy Araújo e pedem a aprovação do projeto que criminaliza a homofobia
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Brasília - A 16ª Parada Gay
de Brasília, que está sendo realizada neste momento na
Esplanada dos Ministérios, deverá reunir, até o final da manifestação, cerca de 35
mil pessoas, segundo estimativa dos organizadores do
evento. A Polícia Militar, que, às 16h45, havia calculado em 6 mil o número de pessoas no Eixão, no início da noite, elevou a estimativa para aproximadamente 22 mil participantes.
Como pediu a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (GLBT), algumas pessoas
participam do evento com roupa de camuflagem para protestar contra a
prisão, pelo Exército, do sargento Laci de Araújo.
O companheiro de Laci, Fernando Alcântara, disse aos
participantes que não esperava todo esse apoio e que agora
"vai às últimas consequências para provar a
inocência de Laci".
Alcântara disse que sua
baixa, concedida nesta semana pelo Exército, trouxe um misto
de liberdade e angústia: "Liberdade por poder regressar
ao meio civil, saindo daquele sistema opressor, e angústia
porque meu companheiro está lá dentro e está
passando por um problema sério, neuropsíquico.
Todos os organizadores do evento e voluntários
vestiam camisetas de camuflagem imitando as do Exército.
O Movimento LGBT de Brasília reivindica
também que o governo do Distrito Federal acelere o processo de
criação do Conselho de Cidadania local. Segundo Jandira
Queiroz, do Coletivo de Mulheres Lésbicas e Bissexuais, essa é
uma promessa feita no ano passado, que ainda não foi cumprida
pelo governador José Roberto Arruda.
O movimento pede ainda a aprovação
do Projeto de Lei 122, que se encontra na Comissão de Assuntos
Sociais do Senado. Já aprovada pela Câmara dos
Deputados, a proposta estabelece penas para práticas
homofóbicas.
Participantes da manifestação
criticaram integrantes da Assembléia de Deus que, na semana
passada, fizeram um movimento no Congresso Nacional pela rejeição
do Projeto de Lei 122.
Relatada pela senadora Fátima Cleide (PT-RO), a proposta levou sete anospara ser analisada e votada na Câmara dos Deputados. No Senado, a matéria tramita há mais de um ano. O projeto de lei estabelece umasérie de situações que caracterizariam atitudes homofóbicas como, porexemplo, a demissão de um trabalhador ou trabalhadora por causa de sua opção sexual.
Para o senador Magno Malta (PR-ES), que participou do ato, o projeto cria "um império homossexual no Brasil". Segundo ele, qualquer um que criticar ou rejeitar alguém para emprego ou transação comercial em virtude da opção sexual poderá ser preso.
*A matéria foi atualizada às 19h10
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