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Tucumán (Argentina) - Brasil,
Argentina, Uruguai e Paraguai têm seis meses para solucionar um
dos principais dilemas do bloco rumo à união aduaneira:
o fim da chamada bitributação, previsto para 2009. A
eliminação da dupla cobrança de imposto de
importação vem sendo negociada desde 2004, e não
será desta vez que o será concluído. O principal
entrave é a definição de um mecanismo de
redistribuição da renda aduaneira que favoreça
os sócios menores do Mercado Comum do Sul.
O fim da bitributação envolve três
questões básicas: a interconexão entre as
aduanas, a unificação das regras aduaneiras e a
distribuição dos tributos arrecadados. De acordo com o
Ministério das Relações Exteriores, já
está concluída a interconexão das aduanas, o que
permite às autoridades alfandegárias identificar se o
produto que está entrando no país já pagou
imposto de importação noutro parceiro do bloco.
O Código Aduaneiro Comum, que harmonizará
normas alfandegárias do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai,
deveria ter sido aprovado neste semestre, mas não foi devido à
crise desencadeada na Argentina com a sobretaxação das
exportações de grãos.
Mas o calcanhar de Aquiles é mesmo como
distribuir de forma justa – e que agrade a todos – os impostos
arrecadados, uma vez que o tributo só será aplicado no
país de entrada do produto no bloco. Segundo o Itamaraty, os
principais componentes da fórmula já estão
delineados, embora o acordo ainda não esteja fechado.
Não deverá ser adotada a
distribuição do tributo aplicado sobre cada produto. O
mais provável é que se estabelece um percentual sobre o
total da renda aduaneira que cada país obtém com a
entrada de produtos que têm Tarifa Externa Comum (TEC). Tais
recursos seriam direcionados para um fundo comum, redistribuído
de forma a tentar reduzir as desigualdades entre os sócios –
como ocorre com o Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul
(Focem).
Hoje, um produto extra-zona que ingressa no
Mercosul pelo Uruguai e depois é reexportado para o Brasil,
por exemplo, paga imposto de importação duas vezes.
Cada país fica com imposto arrecadado. A eliminação
da bitributação está prevista no tratado de
criação do Mercosul.
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