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San Miguel de Tucumán (Argentina) - Reunido
na cidade argentina de San Miguel de Tucuman, o Parlamento do Mercosul
aprovou resolução de repúdio às novas regras imigratórias da União Européia. No
documento, os deputados argentinos, brasileiros, uruguaios e paraguaios
convocam os demais parlamentos latino-americanos a aderirem ao protesto
e alertarem seus governos sobre a necessidade de se tomar medidas
legais contra a Lei de Retorno, que endurece as normas de tratamento aos imigrantes ilegais.
“O
Parlamento do Mercosul declara seu repúdio à denominada Diretiva [Lei] de
Retorno, que constitui uma violação aos direitos humanos básicos, em
particular ao direito à livre circulação”, diz o documento, que será
encaminhado ao Parlamento Europeu, ao Conselho da União Européia, à Organização dos Estados Americanos (OEA), à Comissao Interamericana de
Direitos Humanos, às Nações Unidas e ao Parlatino, Parlacen e
Parlamento Andino.
Os
parlamentares também solicitam ao Conselho do Mercado Comum – instância
máxima decisória do grupo – que tome as medidas necessárias para a
revisão e revogação imediata da Lei de Retorno. “O Parlamento do
Mercosul declara sua esperança na capacidade do Parlamento Europeu de
rever, com base nos valores civilizatórios da Europa, essa decisão
equivocada e estéril, que mancha a imagem da União Européia”, finaliza a
resolução, que tem o apoio da Venezuela, o país em fase de adesão ao
bloco regional. Aprovada
no dia 18 de junho pelo parlamento Europeu, a Lei de Retorno harmoniza
procedimentos referentes à deportação de imigrantes ilegais e
estabelece regras mais rígidas. A partir de 2010, o estrangeiro que se
encontrar em situação irregular em qualquer país membro da União
Européia terá entre sete e 30 dias para voltar a seu país de origem,
independentemente do tempo em que esteja na Europa e de sua situação
familiar. Caso não deixe o país no período previsto, o imigrante estará
sujeito a detenção por até seis meses, prorrogáveis por mais 12 meses, em casos excepcionais. Os deportados não poderão retornar à União Européia durante cinco anos. Segundo estimativas da Comissão Européia, há oito milhões de imigrantes ilegais na região.
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