A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) informou hoje (30), por meio da assessoria de imprensa, que não reconhece a fonte que acusou a tia da adolescente Jaiya Xavante – morta na última quarta-feira (25) no Hospital Universitário de Brasília – como autora do crime.

Ela é uma das três irmãs casadas com o pai de Jaiya e, segundo a fonte da Funasa, em um acesso de ciúme do marido, teria introduzido um vergalhão de ferro de aproximadamente 40 centímetros no órgão sexual da sobrinha.

A assessoria reforçou que o posicionamento oficial da Funasa foi divulgado à imprensa em uma entrevista coletiva na última sexta-feira (27) e que caberia à polícia, e não à alguém vinculado ao órgão, realizar a investigação e apontar suspeitos.

Ainda de acordo com a assessoria, a Funasa não pretende fechar a Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) – onde, segundo a polícia, ocorreu o crime – mas transferir o abrigo para outro local, melhor adaptado e que possa receber um número maior de indígenas .

A contratação de licitação para a obra, segundo o órgão, já foi feita, mas não há ainda um endereço definido. A assessoria informou que a Casai permanece em funcionamento no mesmo local – que, atualmente, atende cerca de 50 indígenas – e só deve cessar o atendimento quando as novas obras forem concluídas.

A assessoria ressaltou que a transferência e a ampliação do local não têm ligação com a morte de Jaiya já que, segundo a Funasa, a adolescente morreu em conseqüência dos ferimentos sofridos e não por causa das instalações da Casai.

O titular da 2ª Delegacia Policial do Distrito Federal, Antônio José Romeiro, também contestou hoje (30) a hipótese de que a tia da adolescente seja suspeita no caso. “Não temos nenhum suspeito. Falam sobre a tia da vítima, porque ela é quem ficava o tempo todo ao lado da menina. É só por isso que ela foi indicada como suspeita. Nesse momento, não há nada que demonstre que a tia possa ter sido autora.”