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Brasília - Apesar de os tribunais
superiores entrarem hoje (1º) em recesso até o início
de agosto, a Associação dos Magistrados Brasileiros
(AMB) espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) conceda ainda no mês de julho uma
liminar em ação ajuizada pela entidade contra
entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelo qual apenas
candidatos com condenação transitada em julgado podem
ter pedidos de registro de candidatura negados.
O objetivo da AMB é
que o STF declare não ser necessária a existência
da condenação definitiva para que o juiz considere a
vida pregressa de determinado candidato incompatível com a
moralidade exigida pelo cargo em disputa.
“O Judiciário
tem que estar a serviço daquele que se comporta com ética
e moralidade e não daqueles que se utilizam de uma legislação
que peca pelo excesso de recursos e de formalismos, para se
proteger de conseqüências pelos delitos praticados ao longo
do mandato”, afirmou à Agência Brasil o presidente da
AMB, Mozart Valadares.
O relator da ação
juizada pela AMB é o ministro Celso de Mello, mas no período
de recesso, tanto o relator quanto o presidente da Corte podem emitir
uma decisão em caráter liminar. Segundo Valadares, o
pronunciamento do STF seria relevante já para as eleições
de 2008, já que algum partido político, candidato ou
o próprio Ministério Público ainda pode tentar
impugnar uma candidatura na Justiça.
“O juiz teria uma
consistência maior para suas decisões. A tendência
seria uma mudança de cultura. Juntando a decisão do
Supremo e os processos que o candidato responde,o juiz avaliará
se o candidato está ou não apto a exercer um mandato
popular”, argumentou Valadares.
O presidente da AMB
disse ainda ter esperança de que o TSE reveja o entendimento
adotado majoritariamente quando se debruçar sobre “casos
concretos gravíssimos de processos e condenações
que pesam contra alguns candidatos”
Valadares ressaltou a
importância da atuação da Justiça
Eleitoral nos próximos meses: “A Justiça tem que se
afirmar e punir exemplarmente aqueles que querem desobedecer e tornar
o pleito eleitoral um balcão de negócios, com uso da
máquina pública e abuso do poder econômico para
tentar comprar a consciência das pessoas.”
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