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Brasília - A
associação civil Movimento Viva Brasil inicia amanhã
(1º) uma campanha nacional para orientar e conscientizar os
brasileiros sobre a importância de fazer o recadastramento das
armas de fogo. O prazo para regularizar a situação foi
reaberto e vai até o dia 31 de dezembro.
Para
o presidente da organização, Bené Barbosa, ainda há
muita desinformação sobre a necessidade do registro. “Estamos encontrando um desconhecimento muito grande
das pessoas de que elas precisam fazer o recadastramento, e como devem
fazer”, disse, lembrando que há pouca divulgação
por parte do governo federal.
Ele elogiou as mudanças feitas pelo governo no Estatuto do Desarmamento, que facilitaram o cumprimento da lei. “Da forma como vinha sendo feito, o recadastramento era muito caro e burocrático, e isso fez com que as pessoas acabassem não cumprindo a lei e não fazendo o cadastramento. Da forma como está agora, que vai ser gratuito, e com uma burocracia bastante reduzida, vai ajudar bastante para se legalizar o maior número de armas de fogo”, disse Barbosa.
A
segunda fase da Campanha do Desarmamento, aprovada pelo Congresso
Nacional e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, traz alterações como a isenção de
pagamento para quem recadastrar sua arma até 31 de dezembro.
Neste período, os donos de armas também serão
isentos de testes de habilidade psicológica e técnica.
É necessário apenas apresentar um documento de
identidade, comprovante de residência e a documentação
da arma. A partir de janeiro de 2009, os exames serão
obrigatórios e os testes vão custar entre R$ 60 e R$
80.
Quem
não fizer o recadastramento, estará incorrendo em crime
de porte ilegal de armas, pode ser preso e processado. Os formulários
e procedimentos para a renovação ou recadastramento de
armas de fogo estão no site da Polícia Federal.
Segundo
a Polícia Federal, na primeira Campanha do Desarmamento,
realizada de 2003 a 2005, foram entregues 446,8 mil armas em todo o
Brasil e R$ 57,2 milhões foram pagos em indenizações.
A previsão é de que cerca de 4,5 milhões de
armas ainda tenham que ser recadastradas.
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