Wilson Dias/ABr
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Brasília - O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, fala com a imprensa após reunião do Conselho Monetário Nacional
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Brasília - O Conselho Monetário
Nacional (CMN) definiu hoje (30) que a meta de inflação
para 2010 será a mesma deste ano e de 2009. Embora a inflação
esteja acima do centro da meta, os ministros da Fazenda, Guido
Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, e o presidente do Banco
Central, Henrique Meirelles, manifestaram o desejo de que a inflação
convirja para o centro da meta de 4,5% até 2010, conforme
ressaltou ao final da reunião o secretário de Política
Econômica, Bernard Appy.
Por decisão dos
conselheiros também foi mantida em 6,25% a Taxa de Juros de
Longo Prazo (TJLP) para os financiamentos do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no terceiro
trimestre.
Os fatores
determinantes para a manutenção da TJLP, de acordo com
o diretor de Política Monetária do BC, Mário
Torós, são a manutenção da meta de
inflação em 4,5%, com intervalo de tolerância de
dois pontos percentuais para cima ou para baixo, e o nível
médio do risco-Brasil em 175 pontos.
O CMN também
aprovou proposta de decreto, a ser encaminhada ao presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, para a elevação da
participação estrangeira no capital social do Banco do
Brasil.
Essa participação
hoje é limitada a 12,5%, e seria aumentada para 25%, uma vez
que pelas regras do Novo Mercado, o BB precisa colocar pelo menos 25%
de suas ações em negociação na bolsa de
valores. Os estrangeiros detêm hoje 11,1% das ações
negociadas do BB.
O CMN aprovou ainda
cinco medidas de ajuste na área rural, como preços
mínimos e ajuste de normas para o Programa Nacional de
Agricultura Familiar (Pronaf).
Os números, no
entanto, serão anunciados só na próxima
quarta-feira (2), em Curitiba, juntamente com o Plano de Safra
2008/2009, segundo o assessor especial do Ministério da
Fazenda Gilson Bitencourt.
Ele adiantou que o
conselho deu mais 45 dias de prazo para as dívidas de custeio
rural que venceriam amanhã (1). A maioria delas em operações
do Banco do Brasil.
As dívidas
referentes a investimento, que também venceriam amanhã,
ganharam mais 90 dias para serem quitadas.