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Brasília - Qualquer agenda de
votação no Senado, até o dia 17 de julho, quando
os parlamentares entram em recesso, só será definida em
conjunto com todos os líderes partidários. A afirmação
é do presidente da Casa, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), para
quem é fundamental estabelecer uma "pauta mínima" que
permita a votação de matérias importantes que
"sempre estão na agenda", mas que não recebem
a devida prioridade.
"Tem que votar. Creio que o Senado
vai ficar muito mal se, de repente, sair para o recesso sem votar uma
pauta mínima". Na semana passada, após uma decisão
conjunta com as lideranças partidárias, Garibaldi
estabeleceu um "recesso branco" para permitir que os
senadores fossem para seus estados participar das convenções
partidárias e festas juninas.
Está marcado para
amanhã (1º), às 14h, uma reunião do
presidente do Senado com todos os líderes partidários
com o objetivo de definir as matérias que serão votadas
e as que serão deixadas para agosto. Já estão
prontos para votação três projetos de lei que
tramitam em regime de urgência e obstruem a pauta do
Plenário.
Entre eles, está o projeto de lei
2.105/2007 que regulariza o comércio na região de
fronteira do Brasil com o Paraguai, conhecido no Senado como "projeto
dos Sacoleiros". Primeiro item da pauta de votações,
a matéria já foi votada na Câmara e depende da
aprovação no Senado para ir à sanção
presidencial.
Além dos três projetos que
tramitam em regime de urgência, outras três medidas
provisórias estão na Mesa Diretora do Senado. Para
entrar na pauta de votação, as MPs têm que ser
lidas por Garibaldi Alves Filho em sessão plenária.
O presidente do Senado
considera que uma das alternativas para viabilizar a "agenda
mínima" seria retirar a urgência dos projetos de
lei, ou então apreciá-los, e não ler as medidas
provisórias que chegaram da Câmara.
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