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30 de Junho de 2008 - 14h12 - Última modificação em 30 de Junho de 2008 - 14h12


Relação entre dívida pública e PIB em maio é a menor desde dezembro de 98

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A relação entre dívida líquida do setor público (União, estados, municípios e empresas estatais) e Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi de 40,8% em maio e é a menor, desde dezembro de 1998, quando chegou a 38,9%. A informação é do Banco Central. Em valores, a dívida chegou a R$ 1,168 trilhão.

A dívida pública brasileira é a soma dos débitos dos governos federal, estaduais e municipais. Esse valor, chamado de dívida líquida do setor público, desconta o que os governos têm a receber de empresas privadas ou de outros governos. Quanto menor a relação entre dívida e PIB, maior é a confiança dos investidores brasileiros e estrangeiros de que o país vai honrar seus compromissos.

"A tendência é de desaceleração nessa relação dívida produto", afirmou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes.

Segundo Lopes, o Banco Central mudou a projeção para a relação entre dívida e PIB. De acordo com Lopes, no caso de o governo confirmar o aumento de 3,8% para 4,3% do superávit primário (economia que o governo faz para pagar os juros da dívida), a projeção para a relação entre
dívida e PIB será de 40,5%.

Anteriormente, o BC calculava 41,3%, mas, se for mantido o superávit primário de 3,8%, a estimativa será de 41%. Para aumentar oficialmente o superávit primário, o governo tem publicar as
mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Em maio, o Ministério da Fazenda anunciou o esforço fiscal extra de 0,5% do PIB para constituir o Fundo Soberano do Brasil. Com isso, a meta passaria de 3,8% para 4,3%, o que ainda não foi confirmado oficialmente.



 


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