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Brasília - A relação entre dívida
líquida do setor público (União, estados,
municípios e empresas estatais) e Produto Interno Bruto (PIB),
soma de todos os bens e serviços produzidos no país,
foi de 40,8% em maio e é a menor, desde dezembro de 1998,
quando chegou a 38,9%. A informação é do Banco
Central. Em valores, a dívida chegou a R$ 1,168 trilhão.
A dívida pública brasileira é a soma dos
débitos dos governos federal, estaduais e municipais. Esse
valor, chamado de dívida líquida do setor público,
desconta o que os governos têm a receber de empresas privadas
ou de outros governos. Quanto menor a relação entre
dívida e PIB, maior é a confiança dos
investidores brasileiros e estrangeiros de que o país vai
honrar seus compromissos.
"A tendência é de
desaceleração nessa relação dívida
produto", afirmou o chefe do Departamento Econômico do
Banco Central, Altamir Lopes.
Segundo Lopes, o Banco Central
mudou a projeção para a relação entre
dívida e PIB. De acordo com Lopes, no caso de o governo
confirmar o aumento de 3,8% para 4,3% do superávit primário
(economia que o governo faz para pagar os juros da dívida), a
projeção para a relação entre dívida
e PIB será de 40,5%.
Anteriormente, o BC calculava 41,3%, mas, se for
mantido o superávit primário de 3,8%, a estimativa será
de 41%. Para aumentar oficialmente o superávit primário,
o governo tem publicar as mudanças na Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO).
Em maio, o Ministério
da Fazenda anunciou o esforço fiscal extra de 0,5% do PIB para
constituir o Fundo Soberano do Brasil. Com isso, a meta passaria de
3,8% para 4,3%, o que ainda não foi confirmado oficialmente.
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