|
Brasília - O
Consórcio Jirau Energia, que perdeu a disputa pela construção
da Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO),
apresentou recurso à Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel) pedindo o cancelamento da
habilitação concedida ao grupo vencedor.
O Consórcio Energia Sustentável do
Brasil (Cesb), formado pelas empresas Suez Energy, Camargo Corrêa,
Eletrosul e Chesf, venceu
o leilão realizado em maio, apresentando deságio de
21,6% no preço-teto fixado pela Aneel para o megawatt-hora da
usina. O grupo que perdeu era formado pelas empresas Furnas,
Odebrecht, Andrade Gutierrez e Cemig.
A principal irregularidade constatada, segundo o
recurso encaminhado à Aneel, é a falta de documentos
exigidos pelo edital, como inscrição de cadastro fiscal
das empresas e certidões negativas, além de apresentar
certidões com data de validade vencida.
O Consórcio Jirau Energia também diz
que os documentos de habilitação do consórcio
vencedor não foram apresentados por seu representante legal e
que, por isso, não podem ser recebidos nem examinados pela
Aneel. Outras irregularidades apontadas são a falta de
assinaturas em procurações e de identificação
do técnico responsável pelo edital.
O recurso foi apresentado à Comissão
Especial de Licitação da Aneel, que deverá
comunicar oficialmente os vencedores sobre as reclamações.
Caso a comissão não considere as irregularidades
suficientes para anular a habilitação, o recurso será
analisado pela diretoria da agência, que deverá decidir
até o dia 23 deste mês, data marcada para a homologação
final do resultado do leilão.
No documento encaminhado à Aneel, o
Consórcio Jirau Energia também diz que vai acompanhar
de perto os atos da empresa vencedora do leilão, referindo-se
especialmente a declarações feitas na imprensa sobre a
mudança da localização da Usina de Jirau, “a
fim de certificar-se de que a legislação relevante e o
edital serão estritamente respeitados”.
Após ser anunciado vencedor do leilão,
o Cesb anunciou
que pretende deslocar em 9,2 quilômetros o local de construção
da usina, o que possibilitaria uma economia de R$ 1 bilhão no
projeto. As mudanças no projeto só devem ser
apresentadas oficialmente à Aneel em janeiro.
O Consórcio Energia Sustentável do
Brasil informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda
está avaliando o recurso e que irá encaminhar todos os
documentos necessários à Aneel para comprovar que não
houve irregularidades.
|