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1 de Julho de 2008 - 11h58 - Última modificação em 1 de Julho de 2008 - 12h57


Usineiros de Pernambuco terão de pagar multa por destruição da Mata Atlântica

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

 
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Marcello Casal JR/ABr
Brasília - O superintendente do Ibama em Pernambuco, João Alberto, o  ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o presidente do instituto, Roberto Messias,  durante divulgação dos resultados da fiscalização de usinas em Pernambuco - denominada Projeto Engenho Verde
Brasília - O superintendente do Ibama em Pernambuco, João Alberto, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o presidente do instituto, Roberto Messias, durante divulgação dos resultados da fiscalização de usinas em Pernambuco - denominada Projeto Engenho Verde
Brasília - O Ministério do Meio Ambiente anunciou hoje (1º) medidas contra a destruição do bioma Mata Atlântica em Pernambuco. As usinas de cana-de-açúcar são o principal alvo.

Como resultado da Operação Engenho Verde, realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), foram autuadas todas as 24 usinas de cana-de-açúcar do estado, com aplicação de R$ 120 milhões em multas.

Além disso, os donos dos engenhos responderão a ação civil pública para reparação dos danos ambientais e a representação criminal. Segundo dados apresentados pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, as 24 usinas são responsáveis por “um passivo ambiental” de 85 mil hectares.

“Não é só na Amazônia [que haverá fiscalização]. Acabou a moleza para o usineiros do Nordeste”, disse.

“Não interesse que costas quentes tenham os usineiros. Vão ter que recuperar a área degradada”, acrescentou o ministro, ao destacar que muitos produtores contam com “conivência política” para manter “irregularmente as usinas”.

Durante a Operação Engenho Verde, ficou constatado que as 24 usinas não têm licença ambiental. Em decorrência do desmatamento, Pernambuco passou a ser o estado com o menor índice de áreas preservadas do bioma Mata Atlântica. Enquanto a média nacional é de 8%, o índice pernambucano é de 2,7%.

“Essa turminha de Pernambuco está indo contra todas as ações de preservação ambiental”, criticou Carlos Minc.


 


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