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Brasília - O ministro da Fazenda,
Guido Mantega, apresentou hoje (1) aos líderes da base aliada
o Fundo Soberano como um instrumento exclusivo para financiar
empresas brasileiras no exterior. Mas ao sair de uma reunião
no Palácio do Planalto, o líder do PT na Câmara,
Maurício Rands (PE), destacou que o fundo funcionará
como um compensador no combate à inflação. De acordo
com o líder, o fundo será um novo esforço fiscal
do governo.
“Da mesma forma que
ocorre com o superávit primário, o fundo soberano será
mais uma economia do governo. Assim, para conter a demanda, não
será necessário subir tanto a taxa de juros. O fundo
tem uma função anti-inflacionária, tem uma
função estratégica de posicionamento do Brasil
no mercado externo e de melhor remunerar o esforço fiscal que
o Brasil está fazendo”, explicou Rands.
De acordo com Rands, os
recursos para a composição do fundo virão de uma
economia que o governo pretende fazer no custeio. O líder do
PT garantiu que não haverá cortes nos programas
sociais.
“Os grandes programas
não vão ser atingidos por essa redução de
gastos. O Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), o
Bolsa Família, os investimentos na educação e na
saúde não vão sofrer restrição,
porque eles são estratégicos para que o Brasil continue
crescendo”, destacou o deputado.
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