



|
Rio de Janeiro - Cerca de
2 mil servidores dos Correios no Rio entraram em greve hoje (1º),
por tempo indeterminado. Eles
pedem a implementação do Plano de Cargos e
Salários que estava sendo negociado com a empresa desde o ano passado.
No
entanto, os Correios decidiram adotar um plano diferente, sem a
participação do conselho dos funcionários, afirmou o vice-presidente do sindicato da categoria no estado, Anísio
Gomes. Além disso, os servidores cobram o pagamento do
adicional de risco, que é de 30% sobre o salário base.
Desde a noite de ontem (30), sindicalistas fazem
vigília na porta do Centro de Distribuição, em
Benfica, zona norte da cidade, para convencer os trabalhadores de
todos os turnos a aderir ao movimento. Segundo Gomes, um caveirão,
o carro blindado da Polícia Militar, foi enviado ao local para
tentar conter os piquetes.
Gomes garantiu, entretanto, que não há
risco de confronto ou confusão: “Nosso movimento é
pacífico, de conscientização. Queremos
reivindicar a implantação do plano que foi negociado.
Não vamos usar a força, apenas estamos tentando
convencer nossos colegas a reforçarem a paralisação.”
A secretária da Federação
Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos
(Fentect), Ana Zélia Almeida, estimou em 70% a adesão
ao movimento até agora, em todo o país. Segundo Ana
Zélia, apenas os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e
Roraima não aderiram à greve, mas realizam assembléias
ainda hoje para definir se também vão parar. No Rio,
nova assembléia está prevista para esta tarde para
avaliação do movimento.
A assessoria de imprensa dos Correios no Rio ainda
não tem um balanço do impacto da paralisação.
Em Brasília, a assessoria informou que a
empresa deve se pronunciar ainda hoje sobre as reivindicações.
Mesmo sem um balanço oficial da greve, a assessoria dos
Correios considerou a adesão “muito baixa” e disse que
“talvez nem afete as entregas de correspondência”. Apenas
os serviços de Sedex 10, Sedex Hoje e dique-coleta, que têm
hora marcada, estão suspensos.
|
|