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1 de Julho de 2008 - 15h21 - Última modificação em 1 de Julho de 2008 - 15h21


Sindicalistas estimam em 2 mil número de servidores dos Correios em greve no Rio

Thaís Leitão
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Cerca de 2 mil servidores dos Correios no Rio entraram em greve hoje (1º), por tempo indeterminado. Eles pedem a implementação do Plano de Cargos e Salários que estava sendo negociado com a empresa desde o ano passado.

No entanto, os Correios decidiram adotar um plano diferente, sem a participação do conselho dos funcionários, afirmou o vice-presidente do sindicato da categoria no estado, Anísio Gomes. Além disso, os servidores cobram o pagamento do adicional de risco, que é de 30% sobre o salário base.

Desde a noite de ontem (30), sindicalistas fazem vigília na porta do Centro de Distribuição, em Benfica, zona norte da cidade, para convencer os trabalhadores de todos os turnos a aderir ao movimento. Segundo Gomes, um caveirão, o carro blindado da Polícia Militar, foi enviado ao local para tentar conter os piquetes.

Gomes garantiu, entretanto, que não há risco de confronto ou confusão: “Nosso movimento é pacífico, de conscientização. Queremos reivindicar a implantação do plano que foi negociado. Não vamos usar a força, apenas estamos tentando convencer nossos colegas a reforçarem a paralisação.”

A secretária da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos (Fentect), Ana Zélia Almeida, estimou em 70% a adesão ao movimento até agora, em todo o país. Segundo Ana Zélia, apenas os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Roraima não aderiram à greve, mas realizam assembléias ainda hoje para definir se também vão parar. No Rio, nova assembléia está prevista para esta tarde para avaliação do movimento.

A assessoria de imprensa dos Correios no Rio ainda não tem um balanço do impacto da paralisação.

Em Brasília, a assessoria informou que a empresa deve se pronunciar ainda hoje sobre as reivindicações. Mesmo sem um balanço oficial da greve, a assessoria dos Correios considerou a adesão “muito baixa” e disse que “talvez nem afete as entregas de correspondência”. Apenas os serviços de Sedex 10, Sedex Hoje e dique-coleta, que têm hora marcada, estão suspensos.



 


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