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1 de Julho de 2008 - 16h55 - Última modificação em 1 de Julho de 2008 - 16h55


Local que abrigava adolescente xavante não possui ambulâncias, constata OAB

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

 
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Elza Fiúza/ABr
Brasília - Indígena do Parque do Xingu, Karoá , conversa com jornalistas durante a visita de integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil à Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai)
Brasília - Indígena do Parque do Xingu, Karoá , conversa com jornalistas durante a visita de integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil à Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai)
Brasília - Kaioá do Xingu é um dos pouco mais de 50 indígenas que vivem na Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) do Distrito Federal, onde a adolescente Jayia Xavante, que morreu na última quarta-feira (25), estava hospedada com a mãe e a tia. Ele afirma que a comida e as instalações oferecidas no local são boas, mas diz que não há ambulâncias para o transporte de doentes – apenas um único carro de passeio.

No dia da morte de Jaiya, ele estava no Hospital Universitário de Brasília (HUB) acompanhando a filha de 1 ano que permanece internada por causa de uma pneumonia.

"Aqui não tem ambulância. É muito difícil tirar paciente daqui. Tem uma enfermeira que cuida da gente. Só não tem carro.”

Kaioá estava nas instalações da Casai hoje (1º) durante vistoria da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF).

Além da falta de transporte adequado para pacientes, o presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB-DF, Osmar Alves, alerta que não há, na Casai, acessibilidade para pessoas cadeirantes – caso de Jaiya.

“As condições, de modo geral, não são tão precárias. O que realmente me preocupou mais foi a distância e o isolamento do lugar. As instalações não são ricas, são pobres, mas são capazes de atender as pessoas.”

Alves afirma que, apesar do isolamento, há uma quantidade adequada de guardas, responsáveis pela segurança do local, tanto nas entradas quanto nas instalações internas da Casai. “É difícil para alguém de fora entrar no prédio. Por isso, me parece que o delito [cometido contra Jaiya] só pode ter acontecido por meio de pessoas que moram lá.”

“Foi uma estupidez humana com uma criança deficiente, imóvel, sendo maltratada da forma como foi. É inconcebível, uma barbaridade completa e que deve ser condenada por todos”, disse Alves.


 


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