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Elza Fiúza/ABr
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Brasília - Indígena do Parque do Xingu, Karoá , conversa com jornalistas durante a visita de integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil à Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai)
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Brasília - Kaioá
do Xingu é um dos pouco mais de 50 indígenas que vivem
na Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) do
Distrito Federal, onde a adolescente Jayia Xavante, que morreu na última
quarta-feira (25), estava hospedada com a mãe e a
tia. Ele afirma que a comida e as instalações
oferecidas no local são boas, mas diz que não há
ambulâncias para o transporte de doentes – apenas um único
carro de passeio.
No dia da
morte de Jaiya, ele estava no Hospital Universitário de
Brasília (HUB) acompanhando a filha de 1 ano que permanece
internada por causa de uma pneumonia.
"Aqui
não tem ambulância. É muito difícil tirar
paciente daqui. Tem uma enfermeira que cuida da gente. Só não
tem carro.”
Kaioá
estava nas instalações da Casai hoje (1º) durante vistoria
da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da seccional do Distrito
Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF).
Além
da falta de transporte adequado para pacientes, o presidente da
Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência
da OAB-DF, Osmar Alves, alerta que não há, na Casai,
acessibilidade para pessoas cadeirantes – caso de Jaiya.
“As
condições, de modo geral, não são tão
precárias. O que realmente me preocupou mais foi a distância
e o isolamento do lugar. As instalações não são
ricas, são pobres, mas são capazes de atender as
pessoas.”
Alves
afirma que, apesar do isolamento, há uma quantidade adequada de guardas, responsáveis pela segurança do local, tanto nas
entradas quanto nas instalações internas da Casai. “É
difícil para alguém de fora entrar no prédio.
Por isso, me parece que o delito [cometido contra Jaiya] só
pode ter acontecido por meio de pessoas que moram lá.”
“Foi
uma estupidez humana com uma criança deficiente, imóvel,
sendo maltratada da forma como foi. É inconcebível, uma
barbaridade completa e que deve ser condenada por todos”, disse Alves.
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