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São Paulo - Alinhado com o
pensamento de executivos e empresários, o presidente da
República em exercício, José Alencar, defendeu
hoje (1) a desoneração do custo do capital. “É
um entrave que não existe em nenhum país do mundo”,
afirmou, na abertura da 40ª Feira Internacional de Calçados,
Acessórios de Moda, Máquinas e Componentes – Francal,
em São Paulo.
“O custo do capital
no Brasil é proibitivo”, disse ao criticar mais uma vez o
aumento da taxa básica de juros Selic para conter a inflação.
“Isso tem de mudar”, defendeu.
A desvalorização
do real frente ao dólar, de acordo com o presidente em
exercício, é conseqüência da alta dos juros.
“Nós temos que
ter taxas compatíveis com o mercado internacional, porque o
Brasil é um país de primeiro mundo e não pode
pagar essas taxas que estão aí”.
Alencar alertou que é
preciso formar uma barreira para impedir o avanço da onda de
remarcação de preços.
“A indexação
acabou significando força para consolidar a inflação
no passado, e estamos correndo o risco de, novamente, adotarmos a
indexação, e isto não pode porque viria
fortalecer a inflação, o que seria um crime contra os
aplicadores de renda fixa e pessoas de baixa renda”, afirmou.
José Alencar
disse que o processo inflacionário é uma temeridade
numa nação de subconsumo. “Nós não
podemos achatar o consumo de quem não consome, então
ela é inócua [aumento das taxas de juros]”.
Para o presidente em
exercício não adianta usar a política monetária
como um escudo de proteção contra a elevação
dos preços do barril do petróleo, “porque a taxa pode
ser a que for que os produtores como a Opep [Organização
dos Países Produtores de Petróleo] não vão
baixar os preços, assim como as outras commodities”.
Ele observou que as
autoridades norte-americanas tem mantido taxas reais negativas, mesmo
com a inflação em alta. “Ainda que haja algum risco
de inflação, eles têm medo da recessão, e
aqui no Brasil nós temos medo da inflação. Mas
não vai ser com essa taxa de juros alta que vamos fazer baixar
o preço do petróleo e nem das commodities no
mercado internacional”.
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