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Brasília - O Ministério da Saúde deve aplicar, este
ano, cerca de R$ 500 milhões para obras em postos de saúde e hospitais em todo o
país. Parte dessas obras será acompanhada pela Caixa Econômica
Federal, que assinou parceria com o ministério para controlar o repasse
de recursos e promover o exame dos projetos de engenharia e arquitetura
de parte das obras, que ainda não foram iniciadas. A
previsão é de que a Caixa seja a responsável pela gestão de 400
projetos.
De acordo com a secretária executiva do Ministério
da Saúde, Márcia Bassit, haverá mais agilidade na aprovação de projetos,
acompanhamento das obras e na entrega final, uma vez que a Caixa conta
com o trabalho de cerca de 1 mil arquitetos e engenheiros, e de outros
2 mil técnicos terceirizados, especialistas no assunto. Para Márcia, o atendimento à
saúde vai melhorar já que as novas obras devem sair com mais rapidez.
Para o ministro José Gomes Temporão, a prioridade
inicial será para as obras mais demoradas, como aquelas que levam até 5
anos para serem concluídas. A análise de mérito será sempre do
Ministério da Saúde, diz a secretária Executiva, explicando que cabe à
pasta verificar a pertinência do projeto para o Sistema Único de Saúde
(SUS) e o atendimento às necessidades da população local. O Ministério da Saúde
definirá onde e qual o tipo de unidade será construída nos estados e
municípios, e caberá à Caixa toda a operacionalização posterior.
A secretária informou que o ministério estuda uma forma
jurídica que permita à Caixa a fiscalização de obras que
estão em andamento. O Ministério da Saúde conta com 11 mil convênios assinados, dos
quais boa parte se refere a obras.
O tempo de construção de uma unidade de saúde,
segundo a secretária, é variável. Há os projetos de alta complexidade,
como os grandes hospitais e os de complexidade menor, como os postos de
saúde. Segundo Márcia, uma obra que, na iniciativa privada, poderia ser feita em seis ou
oito meses, no serviço público pode chegar a até dois anos, porque
envolve muitos detalhes para que tudo seja feito dentro da legalidade.
"A participação da Caixa no trabalho de gestão de
obras vai reduzir o tempo da entrega, pois o Ministério da Saúde deixa
de cuidar de uma tarefa que não é a sua vocação natural, entregando a
missão para quem está habilitado para tal", explica.
A secretária anunciou que o Ministério da Saúde
vai padronizar os tipos de projetos que estarão sujeitos a
financiamento oficial. A idéia é desenvolver modelos-padrão compatíveis
com a demanda populacional típica dos municípios e que possam servir de orientação a parlamentares e prefeitos.
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