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Brasília - Técnicos do Ministério
da Saúde já estão em Belém para
investigar as causas da morte de 20 bebês, no prazo de uma semana, na Santa Casa de Misericórdia do Pará, e
avaliar se os recursos destinados à instituição
estão sendo bem empregados.
São especialistas em saúde
da mulher e da criança, que reforçam auditoria que já
vinha sendo realizada por profissionais do Departamento Nacional de
Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus). Somente
depois de pronto o relatório sobre o caso, é que o
ministério poderá tomar as medidas necessárias,
segundo informaram hoje (1º) assessores da pasta. Em nota à imprensa, o Ministério Público do Pará informou que o
promotor de justiça da Infância e Juventude do estado,
Ernestino Silva, pediu ao Conselho Regional de Medicina um parecer
sobre a conduta adotada pela Santa Casa, para saber se a morte dos
bebês poderia ter sido evitada.
Segundo a nota, três fatores
devem ser considerados: a falta de médicos, a estrutura da
instituição e os equipamentos. O promotor já
pediu à Polícia Civil de Belém a abertura de
inquérito policial para apurar o caso.
A governadora do Pará, Ana Júlia
Carepa, não vai falar com a imprensa sobre a morte dos bebês,
porque atribuiu a responsabilidade sobre o caso à Secretaria
de Saúde, informou a assessoria de imprensa do governo do
estado.
Já a secretária de Saúde,
Laura Rosseti, disse que só irá se pronunciar depois de
receber o relatório sobre as condições físicas
da Santa Casa e o resultado dos exames bacteriológicos, que
devem ser entregues hoje. O relatório está sendo feito
por uma equipe multiprofissional, liderada pela coordenadora da Câmara
Técnica de Políticas Sociais do governo do estado,
Silva Comaru, que assumiu provisoriamente a direção da
Santa Casa. Cinco médicos e três engenheiros integram a
equipe.
Ontem (30) o governo paraense anunciou a
contratação de 20 leitos de unidade de terapia
intensiva (UTI) neo-natal em hospitais particulares, para dar suporte
à Santa Casa.
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