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1 de Julho de 2008 - 15h04 - Última modificação em 1 de Julho de 2008 - 15h04


Técnicos do Ministério da Saúde reforçam auditoria na Santa Casa do Pará

Juliana Maya
Repórter da Rádio Nacional da Amazônia

 
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Brasília - Técnicos do Ministério da Saúde já estão em Belém para investigar as causas da morte de 20 bebês, no prazo de uma semana, na Santa Casa de Misericórdia do Pará, e avaliar se os recursos destinados à instituição estão sendo bem empregados.

São especialistas em saúde da mulher e da criança, que reforçam auditoria que já vinha sendo realizada por profissionais do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus). Somente depois de pronto o relatório sobre o caso, é que o ministério poderá tomar as medidas necessárias, segundo informaram hoje (1º) assessores da pasta.

Em nota à imprensa, o Ministério Público do Pará informou que o promotor de justiça da Infância e Juventude do estado, Ernestino Silva, pediu ao Conselho Regional de Medicina um parecer sobre a conduta adotada pela Santa Casa, para saber se a morte dos bebês poderia ter sido evitada.

Segundo a nota, três fatores devem ser considerados: a falta de médicos, a estrutura da instituição e os equipamentos. O promotor já pediu à Polícia Civil de Belém a abertura de inquérito policial para apurar o caso.

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, não vai falar com a imprensa sobre a morte dos bebês, porque atribuiu a responsabilidade sobre o caso à Secretaria de Saúde, informou a assessoria de imprensa do governo do estado.

Já a secretária de Saúde, Laura Rosseti, disse que só irá se pronunciar depois de receber o relatório sobre as condições físicas da Santa Casa e o resultado dos exames bacteriológicos, que devem ser entregues hoje. O relatório está sendo feito por uma equipe multiprofissional, liderada pela coordenadora da Câmara Técnica de Políticas Sociais do governo do estado, Silva Comaru, que assumiu provisoriamente a direção da Santa Casa. Cinco médicos e três engenheiros integram a equipe.

Ontem (30) o governo paraense anunciou a contratação de 20 leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) neo-natal em hospitais particulares, para dar suporte à Santa Casa.



 


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