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1 de Julho de 2008 - 16h49 - Última modificação em 1 de Julho de 2008 - 16h49


Cesta básica sobe em 14 das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O preço dos gêneros alimentícios que compõem a cesta básica subiu em junho em 14 das 16 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores elevações ocorreram em Goiânia (10,6%), Brasília (6,4%), Rio de Janeiro (5,9%) e Salvador (5,3%). Os preços caíram em duas capitais: Vitória (-1,1%) e Fortaleza (-0,3%).

Os preços mais altos para o conjunto de alimentos básicos foram apurados em Porto Alegre (R$ 246,72) e São Paulo (R$ 245,24). Os mais baixos, em Aracaju (R$ 191,75) e Salvador (R$ 185,53).

Para um trabalhador que recebe salário mínimo, a jornada necessária para comprar a cesta básica, na média das 16 capitais pesquisadas, é de 115 horas e 25 minutos, quase quatro horas a mais que o necessário em maio: 111 horas e 8 minutos. Em junho de 2007, a jornada necessária era de 91 horas e 33 minutos.

Entre os gêneros cujos preços subiram, o arroz foi o destaque – teve elevação em todas as capitais, em especial em Aracaju (45,40%), Salvador (31,91%) e Rio de Janeiro (24,55%).

A carne ficou mais cara em 15 capitais, em especial em Goiânia (14,99%), Curitiba (10,51%) e Rio de Janeiro (9,74%). A única redução foi observada em Fortaleza (-1,99%).

Com base no valor apurado para os itens essenciais em Porto Alegre, a pesquisa do Dieese estima que o salário mínimo necessário em junho deveria ser de R$ 2.072,70 (4,99 vezes o valor do salário mínimo atual), levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria ser suficiente para cobrir as despesas de um trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

No acumulado do ano, todas as 16 capitais apresentaram alta no preço dos produtos alimentícios de primeira necessidade. As elevações mais significativas ocorreram em Recife (29,24%), Natal (25,91%) e João Pessoa (25,37%). A menor variação acumulada foi apurada em Belém (10,47%).



 


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