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Brasília - A
movimentação comercial e financeira do Brasil com o
exterior foi desfavorável ao país em US$ 877 milhões
no mês de junho, depois de cinco meses seguidos de saldos
positivos. O fluxo cambial tinha registrado saldo negativo pela
última vez em janeiro deste ano, quando o déficit foi
de US$ 2,357 bilhões.
De acordo com números
divulgados hoje (2) pelo Banco Central, o fluxo cambial brasileiro
registrou superávits fortes em fevereiro (US$ 3,246 bilhões),
março (US$ 8,051 bilhões) e abril (US$ 6,723 bilhões).
O saldo caiu, porém, para US$ 148 milhões em maio, como
resultado da queda do fluxo comercial naquele mês, e se
acentuou em junho, com o fraco desempenho financeiro.
Embora o fluxo comercial de junho
tenha contabilizado superávit de US$ 4,7 bilhões, bem
melhor que o saldo de US$ 2,922 bilhões no mês anterior,
a movimentação financeira com clientes no país –
exclui operações interbancárias e operações
externas do Banco Central – teve déficit de US$ 5,578
bilhões, resultado de entradas no valor de US$ 49,489 bilhões
e saídas de US$ 55,067 bilhões.
O déficit do fluxo cambial em
junho foi maior ainda em comparação com o superávit
registrado no mesmo mês do ano passado, que foi de US$ 16,561
bilhões: o saldo mensal mais alto de 2007. Contudo, o fluxo
cambial de janeiro a junho deste ano continua superavitário em
US$ 14,934 bilhões, embora 9,82% menor que no primeiro
semestre do ano passado.
Junho foi o 11º mês
consecutivo em que as instituições bancárias
brasileiras divulgaram a posição comprada no mercado de
câmbio, com fechamento de US$ 7,336 bilhões no mês.
Mas o resultado foi 25,41% menor que o de maio, quando a posição
comprada fechou em US$ 9,835 bilhões.
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